Frente Drogas e DH e Sindypsi PR planejam ações para Dia Nacional da Luta Antimanicomial

0

FEDDHPR-300x108Na segunda-feira (23), o Sindypsi PR se reuniu com integrantes da Frente Estadual Drogas e Direitos Humanos (FEDDH-PR) e do Conselho Regional de Serviço Social do Paraná para planejar iniciativas voltadas ao Dia Nacional da Luta Antimanicomial, comemorado em 18 de maio. A data serve para dar mais visibilidade à luta em defesa da reforma psiquiátrica e dos direitos humanos, travada diariamente nos equipamentos de atenção psicossocial e saúde mental.

No entanto, o cenário político do país aponta que há possibilidade de retrocessos na garantia da dignidade de nossos cidadãos. Grande parte dos projetos de lei e planos governamentais (nas esferas municipais, estaduais e federal) compreendem a atenção em saúde em uma perspectiva centrada no saber/fazer médico, proibicionista, punitivista e na contramão dos avanços preconizados pela Lei 10.216/2001, mais conhecida como Lei da Reforma Psiquiátrica.

Um desafio especial se coloca na garantia de tratamento humanizado à crianças e adolescentes em uso abusivo de drogas. Existem poucos e sucateados equipamentos de atenção específica a este segmento, que muitas vezes se envolve em situações de conflito com a lei para garantir o uso das substâncias. Este é um debate eminente, haja vista que a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados desarquivou a PEC 171/93, que propõe a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos. Essa movimentação nos trouxe uma preocupação especial: os direitos, a saúde e a segurança de nossas crianças e adolescentes estão em perigo.

A ideia é a chamar atenção aos perigos desse retrocesso e vincular a temática do Dia de Luta Antimanicomial no Paraná à garantia dos direitos dessa parcela da população. O eixo principal do 18 de maio de 2015 foi provisoriamente definido: “Fortalecimento da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) e dos serviços de saúde mental voltados a crianças e adolescentes”.

O Sindypsi PR está em articulação com organizações parceiras para definir o calendário de atividades para o Dia Nacional de Luta Antimanicomial. Nova reunião está prevista para 07 de abril, às 19:30h no CRESS-PR (Rua Monsenhor Celso, 154 – 13º andar, Centro, Curitiba – PR).

Para mais informações, entre em contato:
Psic. Cesar Fernandes (08/16715)
Sindicato dos Psicólogos do Paraná – Frente Estadual Drogas e Direitos Humanos
41 3224-4658 – sindypsipr@sindypsipr.com.br

Docência e agenda sindical são tema de evento na UFPR

0

SINDY

Entre os dias 31 de março e 2 de abril vai acontecer o evento “Educação e Conflito: trabalho docente e agenda sindical”. Realizado pelo Núcleo de Políticas Educacionais (NUPE), o evento será na Reitoria da UFPR, Ed. D. Pedro I, no anfiteatro 100.

A abertura contará com a presença da professora da Universidade Lusófina de Lisboa, Rosa Serradas, que discutirá os desafios para pesquisa sobre associativismo e trabalho docente.

Nos outros dias serão abordamos assuntos como Natureza e Organização do Trabalho Docente, organização sindical e plano de carreira.

Clique aqui e inscreva-se para participar!

Grande ato da Saúde no dia 31

0

grande_ato_rev01_site

No final deste mês de março faz dez anos que entrou em vigor o decreto 4.345/05, que acabou com a jornada de 20, 24 e 30 horas para os/as servidores/as públicos/as da saúde do estado, trazendo prejuízos para os/as trabalhadores/as.

Para protestar nessa data histórica, os/as trabalhadores/as de todo estado estão convocados/as a estar em Curitiba no dia 31 de março, às 9h, e realizar um dia de mobilizações. A organização é do SindSaúde-PR.

O protesto é para defender a jornada das 30h para os/as servidores da Saúde no Estado. Mas há também uma série de outras reivindicações, listadas pelo SindSaúde-PR: Falta ou erro no pagamento do terço de férias, problemas com as folgas nos feriados, a ausência na Assembleia Legislativa do projeto que repara o QPSS e que deveria estar na primeira semana das sessões de 2015, pagamento da progressão e promoção atrasadas que o governo diz que não tem data para pagar, e outras pautas pelas quais os/as servidores estiveram lutando neste início de ano.

O Sindypsi-PR apoia e está na luta por melhores condições de trabalho na Saúde. Por isso convida toda/a a categoria a estar presente nesta grande mobilização da classe trabalhadora!

Sindypsi-PR convida: Assembleia dos Psicólogos na próxima quinta (26)

0

ASSEMBLEIA

O Sindicato dos Psicólogos do Paraná convida a toda a categoria para nossa próxima Assembleia, que acontecerá na próxima quinta (26) às 19h, no auditório do CRP (Av. S. José 699, em Curitiba – há estacionamento no local).

Debateremos o novo projeto de lei das 30h, além de organizarmos as próximas etapas da campanha de valorização aos trabalhadores da FEAES. Outras pautas podem ser adicionadas durante a Assembleia, traga a sua demanda.

#‎vempraassembleia
#‎psicologosemluta
‪#‎sindypsipr

Projeto de Lei que regulamenta a jornada de 30 horas para psicólogos é reapresentado

0

O deputado Federal Felipe Bornier (PSD-RJ) reapresentou, na última terça-feira (17), o projeto de lei que fixa em 30 horas semanais a jornada de trabalho profissionais da Psicologia sem redução salarial. O PL nº 769/2015 mantém redação do 3.338/08, vetado integralmente pela presidência em 2014. O veto foi mantido em sessão conjunta do Congresso Nacional por meio de um golpe da presidência da sessão, que acelerou propositalmente a votação para que não houvesse chance de derrubar o veto.

A justificativa apresentada pelo deputado é justamente a de que, na data da votação do veto ao PL, alguns deputados favoráveis à derrubada do veto não tiveram oportunidade de estarem presentes devido ao fechamento da sessão 20 minutos depois de sua abertura.

O PL 769/2015 “altera a Lei nº 4.119, de 27 de Agosto de 1962, que ‘dispõe sobre os cursos de formação em psicologia e regulamenta a profissão de psicólogo”.

Projeto de Lei que regulamenta a jornada de 30 horas para psicólogos é reapresentado

0

O deputado Federal Felipe Bornier (PSD-RJ) reapresentou, na última terça-feira (17), o projeto de lei que fixa em 30 horas semanais a jornada de trabalho profissionais da Psicologia sem redução salarial. O PL nº 769/2015 mantém redação do 3.338/08, vetado integralmente pela presidência em 2014. O veto foi mantido em sessão conjunta do Congresso Nacional por meio de um golpe da presidência da sessão, que acelerou propositalmente a votação para que não houvesse chance de derrubar o veto.

A justificativa apresentada pelo deputado é justamente a de que, na data da votação do veto ao PL, alguns deputados favoráveis à derrubada do veto não tiveram oportunidade de estarem presentes devido ao fechamento da sessão 20 minutos depois de sua abertura.

O PL 769/2015 “altera a Lei nº 4.119, de 27 de Agosto de 1962, que ‘dispõe sobre os cursos de formação em psicologia e regulamenta a profissão de psicólogo”.

Encontro paranaense diversifica linguagem para debater o Direito à Comunicação

0

Quem passou pela Praça Tirandentes, no centro de Curitiba, neste último sábado (14) pode ter notado uma agitação fora do comum. Pessoas fantasiadas de clown carregavam cartazes com a pergunta “Que TV você merece?” e interagiam com quem estava de passagem na rua. Pela caixa de som, o grito das mulheres que comandavam os batuques soava claro: “democratize, democratize já. Democratize a comunicação!”. Enquanto isso, um megafone circulava pela praça transmitindo a mensagem do “Cordel pela Regulamentação da Comunicação” (acesse aqui: http://migre.me/p25R9).

A intervenção fez parte do Encontro Paranaense pelo Direito à Comunicação (EPDC), que reuniu integrantes de movimentos sociais e sindicais, professores, estudantes de diferentes áreas e pessoas interessadas em discutir o cenário da comunicação no Brasil. Foram mais de 100 pessoas, de vários cantos do estado, que lotaram o auditório da Faculdade Uninter, mas que também ousaram ultrapassar as catracas e levar o debate para a rua por meio de outras linguagens.

Organizado pela Frente Paranaense pelo Direito à Comunicação e Liberdade de Expressão – Frentex-PR, entidade que compõe o Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), o EPDC acabou refletindo o resultado de um grande trabalho coletivo que começou no início de fevereiro. A preocupação em promover o debate plural no encontro, de apenas um dia, levou a uma metodologia participativa e descentralizada.

Direito à Comunicação

As questões que envolvem a efetividade do Direito à Comunicação foram apresentadas em um painel de debate que contou com a participação de Bia Barbosa, integrante do Intervozes e da coordenação nacional do FNDC, João Paulo Mehl, integrante do Coletivo Soylocoporti e da Frentex-PR e Ayoub Hanna Ayoub, coordenador do colegiado do curso de Jornalismo da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e presidente do Sindicato dos Jornalistas do Norte do Paraná.

Segundo Bia Barbosa, nossa legislação está defasada do ponto de vista tecnológico, onde já trabalhamos em um cenário de convergência de mídias sem mesmo ter garantido que princípios constitucionais fossem cumpridos. “Sempre que se fala em um marco regulatório para o serviço de radiodifusão, imediatamente setores conservadores taxam a iniciativa como censura. Mas países como França, Inglaterra e Estados Unidos não são chamados de ditaduras por terem órgãos que regulam os meios de comunicação”. Bia lembra que nos Estados Unidos, por exemplo, a legislação impede propriedade cruzada. “Donos de jornais e revistas não podem ter canais de rádio e televisão”, explica.

Ayoub Hanna Ayoub destacou a importância do papel de sindicatos, movimentos sociais, populares e também das universidades, em suas diversas áreas, na luta pela democratização dos meios de comunicação e disse das agressões que diversos setores sociais sofrem cotidianamente pela programação da grande mídia. “Está na hora de ter uma lei Maria da Penha para nos proteger das agressões dos grandes meios de comunicação, que diariamente ferem os direitos humanos e a pluralidade da informação”.

Luta no Paraná

O Paraná tem um importante histórico na luta pela democratização da mídia. Este panorama foi apresentado por João Paulo Mehl, que fez uma retrospectiva da luta no estado, desde meados de 2006, quando diversos atores sociais começaram a unir forças para lutar por uma mídia democrática e contra a concentração dos meios de comunicação que restringe a liberdade de expressão de diversos setores sociais.

“O movimento que criou a Frentex-PR, em 2011, também foi um dos responsáveis pela realização da Conferência Nacional de Comunicação. Aqui no Estado, realizamos uma grande mobilização em diversas regiões e conseguimos realizar uma das maiores conferência estaduais”. João Paulo diz ser importante esse resgate histórico para que todas as pessoas que chegam na discussão agora consigam acumular forças e seguir na luta com ainda mais fôlego.

Diversidade na comunicação

Ornamentado com bandeiras de movimentos sociais, sindicatos, entidades e faixas de protestos pedindo mais pluralidade e representação de diferentes grupos na mídia, o auditório do evento deu lugar à diferentes formas de expressão. Além de uma intervenção teatral no início da manhã, em que a diferença entre regulação e censura da mídia foi abordada, o microfone rodou tanto entre os mais experientes no assunto, quanto entre aqueles que estavam iniciando o debate.

Para Hebe Gonçalves, participante do encontro e professora de jornalismo da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), o debate sobre o direito à comunicação deve ser intensificado e ampliado para toda a sociedade. “O direito à comunicação é o mesmo que o direito à educação, à saúde, ao bem-estar social. A comunicação é um bem público e nós também devemos reivindicar que esse direito de fato se efetive, se concretize”, defende.

A estudante de jornalismo Rafaela Cortes deu ênfase à importância de diversificar as culturas presentes na mídia, ultrapassando, por exemplo, o sotaque padrão do jornalismo. “A democratização da mídia é muito importante para a sobrevivência da cultura popular, porque se você generalizar, fazer por exemplo um padrão do jornalismo, a pessoa tem que falar com um sotaque, tem que agir de uma certa forma, isso é excluir a voz de uma cultura, por que o curitibano não pode falar com o seu sotaque num programa jornalístico?”, indaga.

Wellington Lenon, do setor de Comunicação do MST no Paraná, participou do EPDC junto com outros militantes do movimento vindos do interior do Estado. O jovem reforçou o apoio do movimento à luta pela democratização da comunicação. “Nos seus 30 anos de história, o movimento sem terra passou e passa por uma criminalização muito forte da grande mídia. Por isso, estamos na luta para construir outros meios, outras formas de comunicação, também fortalecendo a formação de nossa juventude, nas escolas, dentro do acampamento, para que todos entendam a importância de democratizar a mídia”.

Que TV você merece?

Com objetivo de discutir questões relativas à necessidade de que o Brasil estabeleça um marco regulatório para a radiodifusão, depois do painel da manhã, os participantes formaram grupos de debate em torno de cinco temas principais: audiovisual e a representação das identidades regionais e locais; comunicação pública no Paraná e no Brasil; comunicação popular, comunitária e educomunicação; mídia e diretos humanos e Marco Civil da Internet e o futuro da internet no Brasil.

Ana Paula Salamon, jornalista que integra a Frentex-PR em Curitiba, avalia que o evento representou uma retomada do movimento pela democratização da mídia no Paraná: “Foi uma oportunidade para que diversos atores ligados à essa bandeira, seja na universidade, na escola, no grupo de pesquisa, na entidade em que atua, no movimento em que milita, enxerguem a urgência e as possibilidades de se articularem ente si para garantir a existência de outro sistema de comunicação”.

As propostas levantadas por cada um dos grupos formarão um documento final do encontro, que subsidiará a participação de representantes do Paraná no Encontro Nacional pelo Direito à Comunicação, em abril, na cidade de Belo Horizonte.

*Por Camilla Hoshino, Diangela Menegazzi e Ednubia Ghisi

 

Fonte: frentexpr.redelivre.org.br

“Mulheres em Ação” acontece no dia 25

0

normal_1425911626evento

O Sindypsi convida os/as psicólogos/as a participar do evento “Mulheres em Ação” no dia 25 de março, realizado pela Defensoria Pública do Estado do Paraná. Em formato de roda de conversa, o encontro vai discutir o tema da violência de gênero e esclarecer dúvidas dos participantes.

Dados do Ministério Público revelam que 5 mil casos de agressão contra a mulher foram registrados no último semestre de 2014-em uma média de 27 agressões por dia. Ainda segundo números do estudo Mapa da Violência, realizado pelo Instituto Sangari, o Paraná é o terceiro estado no ranking da violência contra a mulher, atingindo o índice de 6,3 mulheres assassinadas por 100 mil habitantes femininas.

É essencial apoiar iniciativas que se propõem a discutir a violência contra a mulher. Por isso, compareça!

Clique aqui para se inscrever e participar. A inscrição é gratuita e pode ser feita até 23 de março.

Data: 25/03/2015
Horário: 19h00min
Local: Defensoria Pública do Estado do Paraná- Rua Cruz Machado, 58 – Centro – Curitiba – PR
Número de vagas: 50

 

Simpósio para Proteção da Adolescência e Infância acontece em abril

0

A cidade de Cascavel, no Paraná, será sede do 1° Simpósio Nacional para Proteção da Adolescência e Infância (SINPAI). O evento, realizado pela Faculdade Assis Gurgacz(FAG) em parceria com a Associação EVAS (Ex-vítimas de Abuso Sexual), acontecerá nos dias 29 e 30 de abril deste ano.

O Simpósio contará com a participação de representantes do Governo Federal, procuradores de justiça, advogados, psicólogos e outras autoridades no assunto, com o objetivo de propiciar reflexão sobre o tema do abuso sexual e promover a autodefesa de crianças e pré-adolescentes.

Semiramis Maria Amorim Vedovatto, psicóloga com formação na área de Políticas Públicas e Saúde Mental, representará o Conselho Federal de Psicologia (CFP) com a palestra “Infância Silenciada – Os impactos psicossociais no fenômeno do abuso sexual da infância e adolescência – Contribuições da Psicologia”.

Também haverá mesa de debate sobre o Projeto de Lei 4754/2012, que determina às emissoras de radiodifusão sonora e de sons e imagens a obrigatoriedade de divulgação de propagandas gratuitas de combate à pedofilia, violência e ao abuso e exploração sexual, e o desaparecimento de crianças e adolescentes. O projeto está em análise na Câmara dos Deputados.

O SINPAI terá ainda a participação dos cursos de Psicologia, Enfermagem, Letras, Pedagogia, Educação Física e Ciências Biológicas.

Clique aqui e inscreva-se para participar. É gratuito!

Simpósio Nacional para a Proteção da Adolescência e Infância (SINPAI)
Local: Anfiteatro da reitoria da Faculdade Assis Gurgacz
Data: 29 e 30 de abril
Inscrições: Gratuitas com doações para entidades parcerias
Confira a programação.

Carta do Fórum Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e do adolescente

0

O Sindypsi divulga a carta do Fórum Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e do adolescente (Fórum DCA/PR), a qual relata uma série de descasos e falhas do governo estadual na execução das políticas voltadas a crianças e adolescentes. O Sindypsi também é subscritor da carta. Confira:

“Qual é a prioridade da criança e do adolescente para o governo do Paraná?

O Fórum Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Fórum DCA/PR), espaço democrático de caráter permanente da sociedade civil que tem como missão garantir a efetivação dos direitos de crianças e adolescentes, vem a público manifestar sua preocupação quanto à condução das políticas relacionadas à infância e à adolescência pelo governo do Paraná.

A Constituição Federal, o Estatuto da Criança e do Adolescente e a Constituição Estadual estabelecem como prioridade absoluta a efetivação dos direitos das crianças e adolescentes, o que compreende a primazia de atendimento, preferência na formulação e execução de políticas públicas e destinação privilegiada de recursos. No entanto, vivenciamos um contexto em que não apenas o direito à educação vem sendo negligenciado – a importante greve dos servidores e servidoras evidenciou diversos problemas enfrentados na área –, mas o descaso atinge também os demais direitos.

Para começar, o governo “transferiu para data indefinida” a primeira reunião do ano do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (CEDCA), colegiado com participação da sociedade civil responsável pela formulação, deliberação e controle das políticas deste segmento. A decisão foi unilateral, desrespeitando o Regimento Interno do CEDCA, que exige a concordância de 2/3 dos membros para que uma reunião ordinária seja transferida ou cancelada, por motivo justificado. O governo se limitou a comunicar às/aos conselheiras/os, por correio eletrônico, e não teve o cuidado de prestar informações ao restante da sociedade no site do órgão. Ainda não há nenhuma perspectiva sobre a realização da reunião.

No final de 2014, o governo também defendeu e conseguiu aprovar a extinção da Comissão Estadual de Enfrentamento às Violências contra Crianças e Adolescentes e da Comissão Estadual de Convivência Familiar e Comunitária, as quais tinham o papel de propor e monitorar as ações das diferentes Secretarias e entidades nesses temas.

Outro problema está na execução do Fundo para a Infância e Adolescência (FIA), que deve ter caráter complementar ao orçamento público, viabilizando ações especiais e inovadoras para a proteção dos direitos humanos de crianças e adolescentes. O CEDCA delibera sobre a destinação dos recursos e o governo é responsável por sua administração, formalização de convênios com entidades e municípios e acompanhamento dos projetos. O FIA do Paraná dispõe de mais recursos do que o dos outros estados, o que leva a população a pensar que estaríamos em situação de vanguarda. Porém, menos de 6% do valor disponível em 2014 foi efetivamente aplicado, segundo o último balancete publicado no site do CEDCA. Além das dificuldades de estrutura apontadas pelos técnicos do governo para operacionalização do FIA, as razões da não aplicação não ficam claras.

E este cenário já vinha sendo anunciado, pois o governador Beto Richa, no início de sua primeira gestão, extinguiu a então Secretaria de Estado da Criança e da Juventude (SECJ), transformando-a em Secretaria de Estado da Família e Desenvolvimento Social (SEDS) por meio da Lei Estadual nº 16.840/2011, apesar das manifestações contrárias de diversos órgãos e profissionais da área, repercutidas em matérias e editoriais na mídia. Desse modo, a atenção à criança e ao adolescente, que contava com uma Secretaria específica, com equipe exclusiva e especializada, foi incorporada em uma pasta com foco na política de Assistência Social, sob o argumento de que o lugar da criança era na família.

Agora, com a Lei Estadual nº 18.374/2014, a “Família” se tornou “Trabalho” e a atenção à criança e ao adolescente foi ainda mais diluída, junto com as políticas da mulher, da pessoa idosa, das pessoas com deficiência e de geração de trabalho, emprego e renda. A nova Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social ainda não publicizou como se organizará internamente, de modo que não é possível saber se há impacto no quadro de profissionais que se dedicam à política da criança e do adolescente. No entanto, reuniões já precisaram ser canceladas por conflito de agenda, com servidores tendo que se dividir entre as diferentes áreas, o que é mais um sinal de alerta. Gostaríamos de perguntar então, agora, onde é o lugar da criança neste Estado?

Diante de tal contexto, o Fórum DCA/PR chama a atenção da sociedade paranaense e dos órgãos responsáveis, reforçando a necessidade de participação, transparência, acesso às informações, agilidade na aplicação de recursos e cumprimento da legislação, tendo em vista a prioridade absoluta e a urgência na efetivação dos direitos humanos de crianças e adolescentes – elas e eles não podem esperar.”

Fórum Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Fórum DCA/PR).