Afirmar que os adolescentes não são punidos no Brasil é propagar um mito, diz psicólogo da Vara da Infância e Juventude de Curitiba

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Declaração foi dada nessa terça-feira (19), durante o debate Psicologia e Redução da Maioridade Penal realizado no auditório do CRP-PR

Mãe de Pedra: Imagem mostra menino em situação de rua dormindo no colo de uma estátua. Foto foi premiada e virou símbolo da luta pelos direitos das crianças e adolescentes na década de 1990
Mãe de Pedra: Imagem mostra menino em situação de rua dormindo no colo de uma estátua. Foto foi premiada e virou símbolo da luta pelos direitos das crianças e adolescentes na década de 1990

“Em 25 anos, ainda estamos tentando dizer às pessoas que a adolescência significa a melhor parte da nossa sociedade. E não existe país que tenha qualquer perspectiva se as suas crianças e adolescentes são desrespeitados”. Com essa declaração da presidenta do Conselho Regional de Psicologia do Paraná, Cleia Oliveira Cunha (CRP 08/447), deu-se início ao debate Psicologia e Redução da Maioridade penal, realizado na noite dessa terça-feira (19) no auditório do CRP-PR. O evento foi organizado por uma parceria entre o Sindicato dos Psicólogos do Paraná, o CRP-PR e o Movimento Paraná Contra a Redução da Maioridade Penal. Além de Cleia, compuseram a mesa o psicólogo Leandro Müller (CRP 08/10236), membro do Fórum de Assistentes Sociais, Psicólogos e Pedagogos do Tribunal de Justiça do Paraná, e Fabio Guaragni, promotor de Justiça do Ministério Público do Paraná.

Cleia abriu o debate mencionando a fase peculiar de desenvolvimento em que se encontram os adolescentes, período marcado pela saída da infância e pela entrada na adolescência, o último passo antes da vida adulta. A psicóloga ressaltou que, nessa fase da vida, o jovem tende a procurar um grupo cujas identidades façam com que ele se sinta acolhido. “Ele pode, nesse período, saber o que é certo ou errado, mas a noção de conseqüência (de seus atos) não é forte. Ele tem um impulso maior. É a paixão que o mobiliza”, apontou.

O discurso de Cleia, marcado pela preocupação com a falta de investimento na Educação, trouxe à tona relatos preocupantes sobre o sistema prisional brasileiro. “Numa pesquisa focal que eu realizei, constatei que um cidadão estava preso havia 11 anos e continuava analfabeto. Isso não pode acontecer”, contestou. Para Cleia, “o sistema penal brasileiro tem desempenhado a função de garantir uma sociedade desigual e injusta”.

O psicólogo e o trabalho com jovens que cumprem medidas socioeducativas

Pouco se veicula na imprensa e na mídia, mas o Estatuto da Criança e do Adolescente já prevê diversas formas de responsabilizar o adolescente por seus atos a partir dos 12 anos. Nesse caso, a legislação brasileira prevê a execução de medidas socioeducativas. Leandro Müller trabalhou por dez anos em Centros de Socioeducação (Censes) do Paraná com a formulação e efetivação de políticas para a Infância e Adolescência. Para o psicólogo, a afirmação de que os adolescentes são impunes no Brasil não passa de um mito.

Leandro ressaltou que a adolescência é marcada por características próprias, já que a sociedade exige, daquela criança, a criação de uma maturidade para a vida social. Nessa fase, o adolescente não é mais criança, mas também não é adulto. Então, ele sentiria a necessidade de se constituir e construir seus valores sociais nesse cenário. “Quando os adolescentes se colocam de maneira mais agressiva, seria a busca por visibilidade social. Nós, adultos, quando vamos participar de um grupo, nos apresentamos com as nossas referências (como psicólogo, jornalista, integrante da tal entidade). Isso nos permite circular socialmente. O adolescente ainda não tem essas referências”, exemplificou.

Leandro também relacionou a redução da maioridade penal com as falhas do nosso sistema educacional. “Tive contato com pesquisas que mostraram que 80% dos adolescentes estavam fora das salas de aula havia três anos quando cometeram os atos infracionais”. Para o psicólogo, a incidência de jovens no crime também tem a ver com a cultura consumista de nossa sociedade. “O desejo de consumo é totalmente democrático, está circulando por todos os espaços. Mas o acesso à possibilidade de ter esses bens não é universalizado”, questionou.

Leandro reiterou a existência do Sistema Nacional de Socioeducação, o SINASE (Lei 12.594/2012), que regulamenta a execução das medidas destinadas a adolescente que pratiquem ato infracional. Para finalizar, o psicólogo expôs os desafios para a real efetivação dos direitos da criança e do adolescente. Ele citou a necessidade de acabar com o caráter punitivo da medida socioeducativa, a superação do déficit de servidores estaduais (em especial os da Defensoria Pública, responsável pela defesa dos adolescentes), melhor articulação entre os programas já existentes e a criação de políticas públicas efetivas que ajudem o adolescente a criar sua identidade em um ambiente não mediado pela violência.

Imputabilidade penal: o que é?

A visão do ramo jurídico foi trazida para o nosso debate por meio do Promotor de Justiça do Ministério Público do Paraná, Fabio Guaragni, que explicou, aos psicólogos presentes, os motivos pelo quais um adolescente de 16 e 17 terem tratamento diferenciado perante a lei. “ A imputabilidade penal significa a capacidade de alguém ser imputável, ou seja culpável. Essa definição é sustentada por dois pilares: o da saúde mental (sanidade) e da maturidade mental das pessoas, e também pela capacidade das pessoas de compreender o que fazem e de adequarem seus ato baseadas nessa compreensão”, explicou.

O advogado ressaltou que a legislação brasileira compreende que adolescentes de 16 e 17 anos são inimputáveis, o que faz com que eles sejam responsabilizados de maneiras distintas das dos adultos. “O nosso modelo brasileiro é fortemente apoiado nas decisões da Convenção Sobre os Direitos da Criança, realizada pela ONU em 1989”, afirmou.

Crianças sem colo

No final da discussão, uma imagem projetada no telão do auditório traduziu a realidade de grande parte da Infância do Brasil. “São crianças que não têm um colo quente e confortável. Elas têm somente um colo de pedra”, salientou o promotor Fábio. Como legenda da foto, a psicóloga Célia Mazza (CRP 08/2052), fez questão de ler uma frase do sociólogo Herbert de Souza, o Betinho: “Se não vejo na criança uma criança, é porque alguém a violentou antes, e o que vejo é o que sobrou de tudo que lhe foi tirado”.

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Ao final do debate, o assessor sindicato do Sindypsi PR, César Fernandes (CRP 08/16715), divulgou as próximas atividades do Movimento Paraná Contra a Redução da Maioridade Penal, do qual o sindicato faz parte. Uma das atividades é uma Audiência Pública sobre o tema na Assembléia Legislativa do Paraná, que será realizada na próxima terça-feira, dia 26, às 9h.

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Sindypsi PR participa de Audiência Pública sobre Redução da Maioridade Penal na Câmara Municipal de Curitiba

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audiencia publica camara

A Câmara dos Vereadores de Curitiba convocou, para a tarde desta segunda-feira (18), uma Audiência Pública para debater a redução da maioridade penal. A iniciativa partiu do mandato da vereadora Professora Josete e do movimento Paraná Contra a Redução da Maioridade Penal, do qual o Sindicato dos Psicólogos do Paraná é integrante. A audiência reuniu cerca de 150 pessoas no plenário da Câmara. Na mesa de abertura, estavam presentes integrantes do Ministério Público do Paraná e dos Conselhos Estadual e Municipal dos Direitos da Infância e da Adolescência.

O debate partiu de um pressuposto claro: são muitos os indícios de que a redução da maioridade penal não irá resolver os problemas de Segurança Pública no Brasil. Todos os participantes concordam que o sistema prisional brasileiro está falhando em sua única função, que é ressocializar os indivíduos.

Para o procurador do Ministério Pùblico do Paraná, Olympio de Sá Sotto Maior, a primeira manipulação em torno da Proposta de Emenda Constitucional 171 (que propõe a redução da maioridade penal) ocorreu na sessão da Comissão de Constituição e Justiça responsável por definir se a PEC é constitucional. “Está expresso na Constituição Brasileira que não pode haver retrocessos de direitos garantidos pelo texto constitucional. No Uruguai, por exemplo, um plebiscito sobre o tema era possível, mas no Brasil nem o plebiscito é factível porque (essa garantia) é uma cláusula pétrea”, salientou.

Para a advogada criminal Camila Fronza, integrante do movimento Paraná Contra a Redução da Maioridade Penal, as experiências que teve enquanto advogada no ambiente prisional deixaram a certeza de que o sistema carcerário de hoje não consegue salvar ninguém do crime. “Para quem conhece a realidade dos presídios brasileiros, é impossível achar que o preso e a presa conseguirão sair melhores do que entraram”, apontou.

Camila também trouxe uma reflexão relevante sobre as empresas que financiam os deputados integrantes da Comissão Especial de análise da PEC 171 no Congresso Nacional. “Esses parlamentares recebem grandes quantias de empresas de segurança privada, da indústria bélica e de empresas de transporte. Há muitos interesses por trás da redução da maioridade penal que não são revelados”, disse a advogada.

Já o presidente do Sindypsi PR, Thiago Bagatin, reafirmou que a participação da categoria das(os) psicólogas(os) nesse debate é crucial. “Nosso código de ética profissional prevê a defesa dos direitos humanos de forma irrestrita. Nesse sentido, precisamos nos organizar pelos direitos de crianças e adolescentes, que hoje correm o risco de serem ainda mais criminalizados, caso a PEC 171/93 seja aprovada”, salientou.
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O Sindicato dos Psicólogos do Paraná integra o movimento Paraná Contra a Redução da Maioridade Penal, um grupo de entidades, conselhos profissionais, movimentos sociais e ativistas convictos de que a cadeia não é a solução para a nossa juventude. Venha com a gente formular medidas menos desumanas para os problemas de Segurança Pública que o Brasil enfrenta.

Curta a página > https://www.facebook.com/paranacontraareducao?fref=ts

Sindypsi PR participa de Audiência Pública sobre Redução da Maioridade Penal na Câmara Municipal de Curitiba

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A Câmara dos Vereadores de Curitiba convocou, para a tarde desta segunda-feira (18), uma Audiência Pública para debater a redução da maioridade penal. A iniciativa partiu do mandato da vereadora Professora Josete e do movimento Paraná Contra a Redução da Maioridade Penal, do qual o Sindicato dos Psicólogos do Paraná é integrante. A audiência reuniu cerca de 150 pessoas no plenário da Câmara. Na mesa de abertura, estavam presentes integrantes do Ministério Público do Paraná e dos Conselhos Estadual e Municipal dos Direitos da Infância e da Adolescência.

O debate partiu de um pressuposto claro: são muitos os indícios de que a redução da maioridade penal não irá resolver os problemas de Segurança Pública no Brasil. Todos os participantes concordam que o sistema prisional brasileiro está falhando em sua única função, que é ressocializar os indivíduos.

Para o procurador do Ministério Pùblico do Paraná, Olympio de Sá Sotto Maior, a primeira manipulação em torno da Proposta de Emenda Constitucional 171 (que propõe a redução da maioridade penal) ocorreu na sessão da Comissão de Constituição e Justiça responsável por definir se a PEC é constitucional. “Está expresso na Constituição Brasileira que não pode haver retrocessos de direitos garantidos pelo texto constitucional. No Uruguai, por exemplo, um plebiscito sobre o tema era possível, mas no Brasil nem o plebiscito é factível porque (essa garantia) é uma cláusula pétrea”, salientou.

Para a advogada criminal Camila Fronza, integrante do movimento Paraná Contra a Redução da Maioridade Penal, as experiências que teve enquanto advogada no ambiente prisional deixaram a certeza de que o sistema carcerário de hoje não consegue salvar ninguém do crime. “Para quem conhece a realidade dos presídios brasileiros, é impossível achar que o preso e a presa conseguirão sair melhores do que entraram”, apontou.

Camila também trouxe uma reflexão relevante sobre as empresas que financiam os deputados integrantes da Comissão Especial de análise da PEC 171 no Congresso Nacional. “Esses parlamentares recebem grandes quantias de empresas de segurança privada, da indústria bélica e de empresas de transporte. Há muitos interesses por trás da redução da maioridade penal que não são revelados”, disse a advogada.

Já o presidente do Sindypsi PR, Thiago Bagatin, reafirmou que a participação da categoria das(os) psicólogas(os) nesse debate é crucial. “Nosso código de ética profissional prevê a defesa dos direitos humanos de forma irrestrita. Nesse sentido, precisamos nos organizar pelos direitos de crianças e adolescentes, que hoje correm o risco de serem ainda mais criminalizados, caso a PEC 171/93 seja aprovada”, salientou.
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O Sindicato dos Psicólogos do Paraná integra o movimento Paraná Contra a Redução da Maioridade Penal, um grupo de entidades, conselhos profissionais, movimentos sociais e ativistas convictos de que a cadeia não é a solução para a nossa juventude. Venha com a gente formular medidas menos desumanas para os problemas de Segurança Pública que o Brasil enfrenta.

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FEAES rejeita jornada de 30 horas para psicólogos

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feaes haha

A Fundação Estatal de Atenção Especializada em Saúde (FEAES) recusou a proposta do Sindicato dos Psicólogos do Paraná de implementar a jornada de 30 hora semanais para as(os) psicólogas(os) dos equipamentos de saúde gerenciados pela Fundação. Não houve abertura para negociação e a instituição declarou que pauta está fora de cogitação. A justificativa da FEAES não leva em conta em nenhum momento a condição peculiar de desgaste emocional do trabalhador da Psicologia.

O Sindypsi PR já recorreu à Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Paraná para negociar as reivindicações dos psicólogos com a FEAES, mas não obteve respostas compatíveis. A única contraproposta prevê a implementação das 36 horas semanais sem direito à quantia excedente de horas trabalhadas, já que os documentos norteadores da FEAES não permitem que nenhuma categoria cumpra jornada superior a 36 horas semanais. A Fundação desrespeita essa determinação desde que foi criada e o Sindypsi PR irá cobrar judicialmente essas horas a mais trabalhadas.

Segue a mobilização pelas pautas da categoria. Ainda nessa semana, deve ser realizada nova assembléia em parceria com o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviço de Saúde de Curitiba (Sindesc), responsável pelas enfermeiras e enfermeiros contratados pela FEAES. Acompanhe por aqui os próximos passos dessa luta!

#30horasjá

FEAES rejeita jornada de 30 horas para psicólogos

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A Fundação Estatal de Atenção Especializada em Saúde (FEAES) recusou a proposta do Sindicato dos Psicólogos do Paraná de implementar a jornada de 30 hora semanais para as(os) psicólogas(os) dos equipamentos de saúde gerenciados pela Fundação. Não houve abertura para negociação e a instituição declarou que pauta está fora de cogitação. A justificativa da FEAES não leva em conta em nenhum momento a condição peculiar de desgaste emocional do trabalhador da Psicologia.

O Sindypsi PR já recorreu à Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Paraná para negociar as reivindicações dos psicólogos com a FEAES, mas não obteve respostas compatíveis. A única contraproposta prevê a implementação das 36 horas semanais sem direito à quantia excedente de horas trabalhadas, já que os documentos norteadores da FEAES não permitem que nenhuma categoria cumpra jornada superior a 36 horas semanais. A Fundação desrespeita essa determinação desde que foi criada e o Sindypsi PR irá cobrar judicialmente essas horas a mais trabalhadas.

Segue a mobilização pelas pautas da categoria. Ainda nessa semana, deve ser realizada nova assembléia em parceria com o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviço de Saúde de Curitiba (Sindesc), responsável pelas enfermeiras e enfermeiros contratados pela FEAES. Acompanhe por aqui os próximos passos dessa luta!

#30horasjá

Dias 19 e 20: eventos em alusão ao Dia de Luta Antimanicomial- Propulsão

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Durante os dias 18, 19 e 20 de maio, o Propulsão – Centro Social que atende gratuitamente adolescentes em tratamento por uso abusivo de álcool e outras drogas e que se encontram em situação de vulnerabilidade social – promove palestras em alusão ao Dia Nacional de Luta Antimanicomial. As atividades são realizadas dentro do 2º Seminário Municipal de Saúde Mental, do 3º Seminário Propulsão e da 1ª Jornada de Saúde Mental UFPR.

Os eventos pretendem criar um espaço de produção e promoção de conhecimentos para fortalecer resistências em defesa das manifestações do cuidado em liberdade. Na programação, diversos profissionais que atuam na saúde mental falarão sobre os desafios da reforma psiquiátrica, redução de danos, saúde mental e judicialização, transtornos de aprendizagem, entre outros temas.

Além das palestras, quem se inscrever no evento, que é gratuito, poderá participar de dez oficinas. O evento acontece na Universidade Federal do Paraná (UFPR), no campus Jardim Botânico (Av. Lothário Meissner, 632).

Clique aqui e confira a programação completa. Inscreva-se também!

18 de Maio: A luta antimanicomial passa pela valorização dos trabalhadores

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18m

A cada ano, no dia 18 de Maio, o movimento social da saúde mental renova seus compromissos com a defesa de um sistema de amparo, acolhida e promoção de saúde para as pessoas com sofrimento mental.
Há mais de 20 anos trabalhadores, usuários e familiares depositam energias na luta pela consolidação da rede de atenção psicossocial e dos avanços garantidos pela Reforma Psiquiátrica.

Neste ano, o Sindicato dos Psicólogos do Paraná comemora o Dia Nacional da Luta Antimanicomial de uma outra forma: ressaltando o papel central das trabalhadoras e trabalhadores na consolidação de práticas humanizadas e que tragam dignidade aos serviços prestados.
Os psicólogos, médicos, assistentes sociais, enfermeiros, farmacêuticos, educadores físicos, arte-educadores e tantos outros profissionais realmente comprometidos com a promoção de saúde mental sempre estiveram ao lado da população brasileira na luta pela ampliação e garantia de serviços de qualidade. Não é a troco de nada que o próprio nascimento do Movimento da Luta Antimanicomial se deu à partir da luta organizada de trabalhadores da saúde mental, reunidos em Bauru-SP no II Congresso Nacional dos Trabalhadores de Saúde Mental, em 1987.

Naquele cenário, os trabalhadores em saúde mental inauguraram um novo momento político na luta contra a discriminação de seus pacientes. Recusaram o papel de agentes da exclusão e da violência institucional demarcando um compromisso claro com a defesa da dignidade e dos direitos humanos. Assumiram uma prática profissional politizada, reagindo aos mecanismos produtores de sofrimento mental e que também se desdobravam em discriminação contra outros segmentos da sociedade: às mulheres, aos negros e negras, aos índios, às pessoas LGBT, aos encarcerados, aos pobres. Dedicaram-se à luta pela cidadania compreendendo seus pacientes e eles mesmos como trabalhadores com direitos à saúde, justiça e melhores condições de vida.

Hoje, em 2015, quase 30 anos depois do II Congresso Nacional de Trabalhadores em Saúde Mental, os desafios colocados tanto para a consolidação de um sistema de saúde calcado em práticas antimanicomiais são muito parecidos com os daquele momento. Ainda lutamos por uma jornada de trabalho de 30h, condizente com a intensa e difícil prática de nossas profissões. Ainda reivindicamos melhores salários, investimentos estatais em nossos equipamentos e na formação de nossas equipes. Resistimos à privatização e à terceirização de nossos trabalhos e às pressões de nossos empregadores para que tenhamos uma prática operacional, meramente reprodutora de técnicas e diagnósticos. Resistimos à mercantilização da doença e à sucessivas tentativas de restrições à organização livre e independente dos trabalhadores.

Neste 18 de Maio de 2015, fazemos um convite aos psicólogos paranaenses: deixemos que as lutas de trabalhadores de todo o Brasil, em especial a dos servidores públicos estaduais do Paraná, nos empolguem. Elevemos a potência da nossa prática profissional! Um dos caminhos para a consolidação da luta antimanicomial no Brasil é, sem sombra de dúvidas, a consolidação dos nossos direitos como trabalhadores da saúde mental.

Organize sua luta com o Sindicato dos Psicólogos do Paraná! Vamos juntos rumo à conquista de nossos direitos!

18 de Maio: A luta antimanicomial passa pela valorização dos trabalhadores

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18m

A cada ano, no dia 18 de Maio, o movimento social da saúde mental renova seus compromissos com a defesa de um sistema de amparo, acolhida e promoção de saúde para as pessoas com sofrimento mental.
Há mais de 20 anos trabalhadores, usuários e familiares depositam energias na luta pela consolidação da rede de atenção psicossocial e dos avanços garantidos pela Reforma Psiquiátrica.

Neste ano, o Sindicato dos Psicólogos do Paraná comemora o Dia Nacional da Luta Antimanicomial de uma outra forma: ressaltando o papel central das trabalhadoras e trabalhadores na consolidação de práticas humanizadas e que tragam dignidade aos serviços prestados.
Os psicólogos, médicos, assistentes sociais, enfermeiros, farmacêuticos, educadores físicos, arte-educadores e tantos outros profissionais realmente comprometidos com a promoção de saúde mental sempre estiveram ao lado da população brasileira na luta pela ampliação e garantia de serviços de qualidade. Não é a troco de nada que o próprio nascimento do Movimento da Luta Antimanicomial se deu à partir da luta organizada de trabalhadores da saúde mental, reunidos em Bauru-SP no II Congresso Nacional dos Trabalhadores de Saúde Mental, em 1987.

Naquele cenário, os trabalhadores em saúde mental inauguraram um novo momento político na luta contra a discriminação de seus pacientes. Recusaram o papel de agentes da exclusão e da violência institucional demarcando um compromisso claro com a defesa da dignidade e dos direitos humanos. Assumiram uma prática profissional politizada, reagindo aos mecanismos produtores de sofrimento mental e que também se desdobravam em discriminação contra outros segmentos da sociedade: às mulheres, aos negros e negras, aos índios, às pessoas LGBT, aos encarcerados, aos pobres. Dedicaram-se à luta pela cidadania compreendendo seus pacientes e eles mesmos como trabalhadores com direitos à saúde, justiça e melhores condições de vida.

Hoje, em 2015, quase 30 anos depois do II Congresso Nacional de Trabalhadores em Saúde Mental, os desafios colocados tanto para a consolidação de um sistema de saúde calcado em práticas antimanicomiais são muito parecidos com os daquele momento. Ainda lutamos por uma jornada de trabalho de 30h, condizente com a intensa e difícil prática de nossas profissões. Ainda reivindicamos melhores salários, investimentos estatais em nossos equipamentos e na formação de nossas equipes. Resistimos à privatização e à terceirização de nossos trabalhos e às pressões de nossos empregadores para que tenhamos uma prática operacional, meramente reprodutora de técnicas e diagnósticos. Resistimos à mercantilização da doença e à sucessivas tentativas de restrições à organização livre e independente dos trabalhadores.

Neste 18 de Maio de 2015, fazemos um convite aos psicólogos paranaenses: deixemos que as lutas de trabalhadores de todo o Brasil, em especial a dos servidores públicos estaduais do Paraná, nos empolguem. Elevemos a potência da nossa prática profissional! Um dos caminhos para a consolidação da luta antimanicomial no Brasil é, sem sombra de dúvidas, a consolidação dos nossos direitos como trabalhadores da saúde mental.

Organize sua luta com o Sindicato dos Psicólogos do Paraná! Vamos juntos rumo à conquista de nossos direitos!

Mobilização conjunta do Sindypsi PR e do SINDESC

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O presidente do Sindicato dos Psicólogos do Paraná, Thiago Bagatin, se reuniu na manhã dessa quinta-feira (14) com a presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviço de Saúde de Curitiba, Isabel Cristina Gonçalves. A conversa tratou da mobilização das(os) psicólogas(os) contratadas pela Fundação Estatal de Atenção Especializada em Saúde (FEAES), que faz a gestão de vários equipamentos de saúde da capital paranaense.

O Sindesc, responsável pelos trabalhadores da Enfermagem na cidade, realizará assembleia amanhã, sexta-feira (15), que deve aprovar a mobilização conjunta entre psicólogos e enfermeiros da FEAES. O diálogo entre os sindicatos busca intensificar a luta por melhores condições de trabalho nos equipamentos de saúde de Curitiba.

Os psicólogos estão tentando diálogo com a gestão da FEAES há mais de um mês, quando o Sindypsi PR protocolou uma carta de reivindicações à Fundação. A proposta de implementar jornada de trabalho de 36 horas semanais, exposta pela FEAES na semana passada, foi rejeitada pela categoria. A principal pauta é a jornada de 30 horas semanais.

Todo apoio à luta da categoria, que agora se soma à dos enfermeiros para melhorar a qualidade dos serviços de saúde prestados à população!

‪#‎30HorasJá‬

Participe da mesa redonda ‘Psicologia e Redução da Maioridade Penal’ na próxima terça-feira (19)

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Em parceria com o movimento Paraná Contra a Redução da Maioridade Penal, o Sindypsi PR e o CRP-PR convidam as(os) psicólogas(os) para debater o papel da categoria na luta pelo direitos da juventude

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A redução da maioridade penal vai resolver os problemas de segurança pública do Brasil? Os psicólogos e as psicólogas devem ser contrários a esse retrocesso aos direitos das nossas crianças e dos nossos adolescentes? Qual o papel da nossa categoria na formulação e na efetivação das garantias que constam no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)? Acreditamos que os(as) psicólogos(as) têm muito a debater sobre a temática da redução da maioridade penal.

Pensando nisso, o Sindicato dos Psicólogos do Paraná (Sindypsi PR), o Conselho Regional de Psicologia do Paraná (CRP) e o movimento Paraná Contra a Redução da Maioridade Penal promovem, na próxima terça-feira (19), às 19h, a mesa redonda Psicologia e Redução da Maioridade Penal, realizada na sede do CRP. O debate contará com as contribuições da psicóloga Cleia Oliveira Cunha (CRP 08/447), presidenta do CRP-PR, do psicólogo Leandro Müller (CRP 08/10236), integrante do Fórum de Assistentes Sociais, Psicólogos e Pedagogos do Tribunal de Justiça do Paraná, e do Dr. Fábio Guaragni, advogado e Promotor de Justiça do Ministério Público do Paraná. A mediação fica a cargo do psicólogo Cesar Fernandes (CRP 08/16715) e da psicóloga Celia Mazza (CRP 08/2052), ambos do Movimento Paraná Contra a Redução da Maioridade Penal.

Infelizmente, a proposta de reduzir a maioridade penal no Brasil voltou a ser analisada pelos parlamentares do Congresso Nacional por meio da Proposta de Emenda Constitucional 171/1993. O teor das declarações feitas pelos deputados nas comissões e nas sessões da Câmara são assustadoras, pois disseminam o senso comum conservador e desumano contra nossos adolescentes e jovens. Com o respaldo de parte da população diretamente influenciada por uma lógica vingativa de justiça, o discurso favorável à redução ganha força e coloca em risco grandes conquistas da nossa juventude, entre elas o Estatuto da Criança e do Adolescente.

Reduzir é insistir no erro

O Brasil é prova viva de que prender não é a solução. Entre 1992 e 2013, o número de presos no Brasil cresceu mais de 400% enquanto a população geral aumentou apenas 36%. É notório que o aumento da população carcerária somente piorou a vida dos brasileiros, já que continuamos ocupando o topo da lista dos países mais violentos do mundo.

Além de desumano, inserir os adolescentes de 16 e 17 anos no sistema carcerário “convencional” é decretar morta a esperança em outro futuro para esses jovens, uma vez que o índice de reincidência nas penitenciárias brasileiras é altíssimo. De cada 10 presos libertos, estima-se que 8 voltem a cometer crimes. Os números são bem diferentes entre os adolescentes submetidos a medidas socioeducativas. De cada 10 libertos, 8 não voltam a cometer atos infracionais.

Reconhecemos os diferentes pontos de vista sobre essa questão, mas convidamos a categoria para debater alternativas comprometidas com os direitos humanos, conectadas com políticas públicas de educação, de saúde, de cultura, de oportunidade de trabalho, de moradia digna. Desejamos construir um futuro mais colorido para os nossos jovens e acreditamos suas potencialidades deles não cabem nas sombras das penitenciárias. Se esse também é seu desejo, compareça à mesa redonda Psicologia e Redução da Maioridade Penal e lute conosco por mais direitos para as nossas crianças, adolescentes e jovens. .

SERVIÇO
Mesa Redonda “Psicologia e Redução da Maioridade Penal”
Local: Sede do Conselho Regional de Psicologia do Paraná (Av. São José, 699 – Cristo Rei, Curitiba – PR / Estacionamento no local)
Horário: 19h
Haverá certificação depois do evento