Assine e divulgue o abaixo assinado que solicita aos órgãos que representam nossa categoria medidas para impedir que a Psicologia e os Psicólogos do Trânsito sejam aviltados, conforme descreve o texto do documento (confira a íntegra abaixo).
É na coletividade que nos fortalecemos!
>> Assine o abaixo-assinado aqui
Avaliação Psicológica de Motoristas NÃO é Psicotécnico
Destinatário: crpcascavel@crppr.org.br
O grupo organizador das mobilizações na Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte (SP) do Movimento Voz do Trânsito – coletivo de psicólogas (os) especialistas em Psicologia do Trânsito – vem por meio deste texto solicitar consignação de assinaturas para sugestão de providências em face do que segue:
O Programa “Tv Atualidades”, exibido ao vivo pela “TV Tarobá Cascavel”, apresentada por Olga Bongiovanni e publicado no youtube em 10.01.2017 , tratou de matéria intitulada “Candidatos reclamam do alto custo da CNH” e ao receber o entrevistado utilizou como preleção – dirigindo a pergunta à equipe do programa e com consequente reflexo nos telespectadores – o seguinte questionamento: “quantas vezes meninos aqui vocês já fizeram o psicotécnico e não passaram”.
O entrevistado Cleudeir Santos (vice presidente da Associação de Autoescolas do Paraná), a partir de 7min7seg da entrevista, responde a uma pergunta de um telespectador enviada pelo whatsapp (45) 99117-0028: “Porque essas as clínicas particulares de exames psicológicos reprovam tanto e sem motivo” (sic) e a apresentadora informa que em Cascavel existem 11 clínicas.
A partir desse momento o entrevistado passa a fazer duras críticas à avaliação psicológica de motoristas (o que ele chama de psicotécnico) dizendo que “o que eu vejo no psicotécnico é sacanear pessoas mais humildes” e que “aquele que prejudica o trânsito, que cheira cocaína, que fuma maconha, e bebida, ela passa no primeiro e no segundo psicotécnico”.
Aos 11min42seg da entrevista a pergunta de um telespectador “Olga eu queria fazer minha carteira mais tenho pânico de trânsito ele tem uma dica pra mim” (sic) é contextualizada pela apresentadora, que pergunta se “nesse caso o psicólogo ajuda” (sic). O que se obtém de resposta do entrevistado é que “o psicólogo não ajuda, o que o psicólogo entende é de psicologia, eu tô desconfiado dessa psicologia…” e na tentativa de expressar sua opinião sugere que a perícia psicológica de motorista exige competências do candidato que extrapolam o que é previsto em Lei e que caracterizaria um desserviço à sociedade.
Aos 16min18seg o entrevistado diz, em outras palavras, esperar uma resposta sobre o motivo de uma pessoa não poder ser submetida à perícia psicológica por outra psicóloga perita depois de ser considerada inapta. Têm-se a impressão de que o entrevistado coloca em suspeição a conduta ética da psicóloga perita-examinadora de trânsito que atendeu o caso que ele exemplificou e, mais à frente da entrevista ainda sob a legenda de “autoescolas denunciam clínicas de exame psicotécnico”, a Psicologia é aviltada em sua dimensão técnica, momento em que o entrevistado afirma que “é preciso acabar com o psicotécnico no Brasil”.
Em síntese, o que se observa do posicionamento do entrevistado é um reflexo do que também já tem impactado a legislação de trânsito brasileira (como se observa pela Lei Federal 13.013/2015 – que instituiu o exame toxicológico – e pelo texto provisório do novo código de trânsito brasileiro que procura restringir a obrigatoriedade da perícia psicológica de motoristas àqueles que exercem atividade remunerada) e que tem cada vez mais desqualificado a importância da Psicologia como ciência e profissão na problematização das questões de trânsito, de mobilidade urbana e uso das cidades.
Como especialistas em Psicologia do Trânsito e militantes de movimento profissional que tem o objetivo de estabelecer diálogo com a categoria e com a sociedade para contribuir com a ampliação da inserção social da psicologia e com a reflexão acerca do rigor ético e da qualidade técnica no exercício profissional, solicitamos que sua assinatura seja consignada neste documento para:
– que o Conselho Federal de Psicologia possa fazer-se representar nas Câmaras Temáticas do Conselho Nacional de Trânsito (em especial as de Educação para o Trânsito e Cidadania; de Formação e Habilitação de Condutores; e de Saúde e Meio Ambiente no Trânsito) para que, participando da construção das políticas de trânsito, a Psicologia possa contribuir com discussões como as que ensejaram a produção desse texto;
– que o Conselho Regional de Psicologia do Paraná possa convidar o senhor Cleudeir Santos para acolher as críticas realizadas em programa de televisão aberta, oferecendo esclarecimento e registrando eventuais denúncias para serem apuradas.
– que o Sistema Conselhos de Psicologia e as entidades nacionais de psicologia tomem conhecimento do ocorrido, manifestando posicionamento quanto ao que entendemos ser uma condição de aviltamento da Psicologia como Ciência e Profissão, posto que de acordo com o inciso VI dos Princípios Fundamentais do Código de Ética Profissional “O psicólogo zelará para que o exercício profissional seja efetuado com dignidade, rejeitando situações em que a Psicologia esteja sendo aviltada”;
– que a direção do programa em questão ofereça oportunidade de esclarecimentos acerca das contribuições da Psicologia nas questões de trânsito, especialmente sobre perícia de motorista e atendimento de pessoas que apresentam dificuldades emocionais para dirigir (como no caso da matéria em que a telespectadora disse ter pânico ao dirigir);
Certos da atenção e apoio, colocamo-nos inteiramente à disposição pelo vozdotrânsito@outlook.com e pelo grupo do Facebook https://www.facebook.com/groups/movimentovozdotransito/
Taubaté, 22 de janeiro de 2017.
Ideraldo Luiz Faria
CRP 06/91756
Fabriana Luz das Neves
CRP 06/66010
Francine Cristina Prolungati de Oliveira Araujo
CRP 06/85073
Jean Hamilton Menecucci
CRP 06/100298
Juliel Modesto de Araujo
CRP 06/98648
Sabrina Kemps de M. Lourenço
CRP 06/70844
Trabalhar com baixa remuneração, não ter autonomia na determinação do número de consultas, precisar fazer um atendimento psicológico em meia hora. Estas são algumas dificuldades encontradas diariamente por Psicólogas(os) que atuam em planos de saúde, e a recorrência das denúncias levou o Sindicato dos Psicólogos do Paraná (Sindypsi) a promover um evento para ouvir estas(es) profissionais.
Ansiedade de desempenho, auto-conceito pobre, baixa autoestima e depressão são alguns dos casos que chegaram até a psicóloga. Nem sempre as queixas são diretamente relacionadas ao racismo, mas o próprio processo terapêutico começa a evidenciar as influências da discriminação. “No caso das mulheres negras com baixa autoestima, por exemplo, meu papel é acolher e ajudar a pensar no que é possível fazer com essa realidade. Eu ajudo a prevenir um dano emocional maior”, explica Fernanda depois de citar o caso de uma mulher negra que foi obrigada a alisar o cabelo para permanecer no emprego. “As pessoas mais empoderadas não estão excluídas do mundo, que é racista. Ela precisa trabalhar, pagar contas… Varia muito de caso para caso”.
Para a diretora, alguns pontos da PEC são um contrassenso. Ela questiona o fato de que, se a economia voltar a crescer e a arrecadação aumentar, a PEC vai basear os investimentos no ano anterior, o que irá diminuí-los. “Estaremos sempre olhando para o ano anterior, que é outra contradição na área da educação. A nossa visão é sempre prospectiva. Quanto mais você investe em educação, mais gasto você vai ter”, declara.
Atenção trabalhadores/as do SUAS e estudantes! Vamos construir as mudanças que queremos nas condições de trabalho dentro da política de assistência social?
No dia 13 de dezembro, por 53 votos a 16, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 55 (antiga PEC 241) foi aprovada no Senado Federal em segundo turno. Enviada pelo presidente Michel Temer ao Congresso Nacional em junho do ano passado, a proposta prevê o congelamento dos investimentos sociais por duas décadas. A partir de 2017, as despesas primárias da União serão reajustadas apenas de acordo com a inflação do ano anterior. O que esperar para a política de saúde mental em um cenário de congelamento de investimentos sociais e retirada de direitos?




Cara/o psicóloga/o