O PL nº 769/2015 dá mais um passo e reanima mobilização pela redução da jornada. Entidades da Psicologia recomendam que a categoria cobre desde já um posicionamento favorável dos parlamentares

O Projeto de Lei das 30 horas para as(os) psicólogas(os) deu mais um importante passo ao receber parecer favorável na Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF) da Câmara dos Deputados. A conclusão a favor do PL nº 769/2015 foi divulgada no dia 24 de março pela deputada Laura Carneiro (PMDB-RJ), relatora da proposta na instância. O próximo passo é a votação do projeto na comissão.
O texto volta a tramitar depois de intensas campanhas a favor da aprovação do antigo projeto, o de número 3.338/08, cujo veto da Presidência da República foi mantido pelo Congresso Nacional em 2015. A orientação do Conselho Federal de Psicologia (CFP) e da Federação Nacional dos Psicólogos (Fenapsi) é que a categoria se mobilize desde já enviando e-mails e cobrando dos parlamentares um posicionamento favorável à proposta
Mais mobilização para mais direitos
Em 2014 e 2015, o Sindypsi PR protagonizou a luta pela aprovação da jornada de 30 horas para as psicólogas e os psicólogos por meio da campanha Psicologia: 30 Horas Já. Foram viagens a Brasília, ao interior do Paraná, visitas a universidades, a locais de trabalho, manifestações e uma intensa mobilização online para conquistar a redução da jornada para a categoria. Infelizmente, o projeto foi barrado nacionalmente, mas rendeu frutos no estado do Paraná. A movimentação em torno das 30 horas contribui para que as psicólogas(os) celetistas da saúde de Curitiba, Foz do Iguaçu e mais 51 municípios no estado.
Para o psicólogo e assessor sindical do Sindypsi PR, Cesar Fernandes (CRP 08/16715), a caminhada pela aprovação da jornada de 30 horas não recomeça do mesmo lugar. “Com a campanha, mostramos que a nossa reivindicação é justa e reafirmamos a importância da categoria para a sociedade. No Paraná, conquistamos uma grande vitória com a redução da jornada de trabalho de muitos psicólogos de 44 para 36 horas, mesmo em uma época de retirada de direitos. Isso nos dá segurança e esperança para seguir na luta por esse direito tão justo”, ressalta.
Em breve, o Sindypsi PR vai recomeçar uma campanha voltada às deputadas e aos deputados brasileiros. A ideia é argumentar sobre a importância do projeto para a categoria e aliar o trabalho legislativo com a mobilização dos psicólogos em todas as esferas. Fique ligada(o)!
A
Municípios
O Sindicato dos Psicólogos do Paraná (Sindypsi PR) participou da manifestação em Curitiba. Em nome do atual diretoria, o psicólogo e presidente do Sindypsi PR, Thiago Bagatin (CRP 08/14425), ressaltou a importância de se posicionar contra a atual onda de retirada de direitos. “Como sindicato, não poderíamos ter ficado de fora dessa manifestação, seria uma contradição muito grande. A atual proposta do Governo Federal é indefensável. A aposentadoria é um direito de quem trabalha, as pessoas merecem o mínimo de estabilidade e retribuição ao trabalho prestado à sociedade. Essa também é uma questão de saúde mental do trabalhador e da trabalhadora”, defendeu.
Reforma da Previdência
O Sindicato dos Psicólogos do Paraná (Sindypsi PR ) e o Conselho Regional de Psicologia do Paraná (CRP-PR) se reuniram mais uma vez com psicólogas e psicólogos clínicos na noite dessa quinta-feira (9) para conversar sobre as ações relacionadas aos planos de saúde. O encontro faz parte de uma articulação entre as entidades iniciada em 2016 devido ao grande número de queixas de psicólogas(os) quanto à baixa remuneração e à falta de autonomia frente aos convênios de saúde.
As 18h se aproximavam e, na praça Santos Andrade, centro de Curitiba, cerca de 5 mil mulheres iniciavam a marcha do 8M (em referência ao 8 de março, Dia Internacional da Mulher). O lema da manifestação foi “Nem uma a menos, nem um direito a menos” e arrastou multidões não só em Curitiba,
A primeira parada do ato foi na sede curitibana da Previdência Socia. A leitura de relatos da realidade das mulheres brasileiras emocionou quem estava presente. “Aposentadoria fica, Temer sai” era uma das palavras de ordem. Para as manifestantes, a PEC 287 (a da Previdência) vai dificultar ainda mais o acesso de mulheres à aposentadoria, já que a proposta coloca metas quase inalcançáveis e totalmente incompatíveis com a realidade brasileira. A informalidade, o desemprego e as duplas e até triplas jornadas de trabalho afetam mais as mulheres, cenário que a atual regra da Previdência Social (fator 85/95) ainda leva em consideração.
“Ao propor a mesma idade mínima para homens e mulheres, o Governo Temer desconsidera que as elas trabalham mais e recebem menos que eles pelo mesmo trabalho realizado. O dever do Estado é ficar atento a essa desigualdade e promover ações para minimizá-la, mas estamos indo na contramão”, comenta a advogada Clarissa Viana, uma das organizadoras da marcha.
As mulheres negras representam a parcela da população mais vulnerável em diversos aspectos. No mundo do trabalho, sofrem mais com o desemprego, que atinge 19,4% das que têm entre 15 e 29 anos. Para se ter uma ideia, a desocupação entre homens brancos da mesma faixa etária é de 9,9%, e os dois grupos apresentam diferença de apenas 0,2 ano na média de escolaridade (9,8 anos para eles, 9,6 para elas).
Já o
A diversidade sexual também teve seu espaço na marcha do 8 de março. Um ato de mulheres lésbicas, bissexuais, transexuais e intersexuais foi realizado no calçadão da rua XV de novembro. “Dandara está presente!”, entoaram as mulheres em memória da travesti espancada até a morte em Fortaleza (CE) no mês passado. As organizadoras do ato coletaram comentários da internet repletos de preconceito e leram no carro de som para alertar sobre os perigos de uma sociedade que cultua o ódio contra minorias. No final, sinalizadores coloridos desenharam o arco-íris da diversidade na rua mais importante de Curitiba.



