ABGLT denuncia casas de internações para dependentes químicos que aplicam “cura gay” no Brasil e violam direitos humanos

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curagayApós a conclusão do “Relatório da 4ª Inspeção Nacional de Diretos Humanos: locais de internação para usuários de drogas” da Comissão Nacional de Direitos Humanos do Conselho Federal de Psicologia, a Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transgêneros, ABGLT, solicitou ao Ministério Público Federal (MPF) que apure as graves denúncias encontradas no estudo. O relatório aponta que clínicas conveniadas ao Sistema Único de Saúde para tratamento de dependentes químicos violam os direitos dos homossexuais e tratados internacionais ao promoverem tratamentos “espirituais” para a homossexualidade aos internados e ao discriminarem homossexuais. O relatório também avaliou as condições sanitárias, os tratamentos e o espaço oferecido aos internos.

Em parceria com o Conselho Federal de Psicologia, aproximadamente 200 ativistas de direitos humanos, inspecionaram, em 24 estados e no Distrito Federal, 68 instituições de internação de dependentes químicos para reabilitação. Nestas instituições, ao menos 19 casos revelam relatos de que a diversidade sexual não é respeitada. Em alguns locais, os pacientes são obrigados a se testarem para a sorologia do HIV e a se converterem a fé dos fundadores. A maioria das clínicas denunciadas são de organizações evangélicas.

No relatório é possível ler as conclusões dos avaliadores, apresentadas na denúncia da ABGLT: “A diversidade sexual não é respeitada”, “Indícios de situações de constrangimento e vexatórias: homossexual saiu da instituição por pressão do pastor responsável”, “A doutrina religiosa ensina que a homossexualidade é errada”, “A instituição não permite nem a manifestação e nem a prática da homossexualidade e realiza todo um trabalho religioso para converter o interno… Desrespeito à livre orientação sexual e à identidade de gênero”, “Há contradição entre o discurso da instituição e a abordagem e o tratamento da orientação sexual, pois, apesar de afirmarem receber homossexuais, ficou a clara impressão de que a homossexualidade é vista como doença a ser tratada e curada”, “A homossexualidade é tratada como uma disfunção sexual, como doença, e o homossexual é percebido como compulsivo”, “Não aceita o ingresso de homossexuais”, “Internos homossexuais são evitados, mas, quando aceitos, recebem um trabalho para alterar sua orientação sexual”, “Um dos conselheiros afirmou que há um menino que precisa ficar em quarto separado dos demais por causa do ‘problema de homossexualidade’”, “Segundo os usuários, eles são orientados a seguir a palavra de Deus e mudar o comportamento. A unidade acredita que a homossexualidade é um problema espiritual”, “Foi relatado pelo responsável que a instituição, além de dependentes químicos, recebe homossexuais que, por motivos pessoais, desejem se internar para tentar deixar esta orientação sexual”, entre outras atrocidades, financiadas com o dinheiro público.

O relatório aponta “claros indícios de violação de direitos humanos em todos os relatos. De forma acintosa ou sutil, esta prática social tem como pilar a banalização dos direitos dos internos. Exemplificando a afirmativa, registramos: interceptação e violação de correspondências, violência física, castigos, torturas, exposição a situações de humilhação, imposição de credo, exigência de exames clínicos, como o teste de HIV − exigência esta inconstitucional −, intimidações, desrespeito à orientação sexual, revista vexatória de familiares, violação de privacidade, entre outras”, diz o documento.

A ABGLT vai além em seu pedido e pede providências contra a discriminação e preconceito aos pacientes homoafetivos. “Por se assentar sobre princípios morais e religiosos, essas práticas, de forma aberta ou velada, também produzem, em seu cotidiano, outras situações de constrangimento. Por exemplo: o constrangimento a que são submetidos os homossexuais, travestis, lésbicas, entre outros, considerados, todos, como portadores de uma sexualidade desviante. Registramos a afirmativa de uma profissional que se propõe a “curar homossexuais”, contrariando orientação expressa em seu código de conduta profissional e adotando, desse modo, posição clara de desrespeito ao direito de orientação sexual. E não podemos deixar de destacar a imposição da abstinência sexual, registrada na maioria desses lugares. Isto é, o sexo, qualquer que seja a orientação, também é percebido como vício, e o direito à sexualidade é interditado”.

*Fonte: Revista Lado A

Profissionais se engajam também no interior do Paraná para manter vetos ao Ato Médico

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vetoO engajamento dos profissionais nas articulações com os parlamentares para a manutenção dos vetos do Ato Médico ganha força no interior. Entre as ações recentes esteve a reunião de representantes do Sindypsi-PR e de diversas categorias profissionais da área de saúde(Fisioterapia, Biomedicina, Educação Física e Optometria), no dia 29 de julho, em Foz do Iguaçu, com o Deputado Federal Professor Sérgio de Oliveira, eleito pela região.

Na ocasião o deputado foi informado das consequências nefastas ao SUS caso os vetos sejam derrubados pelas Casas Legislativas Federais e ao final se comprometeu a apoiar a manutenção dos vetos ao Ato Médico, entendendo que isto significa defender o SUS.

Com este crescente engajamento de profissionais no interior para defender o SUS, o trabalho multidisciplinar das categorias da região está contribuindo para fortalecer e legitimar o movimento de manutenção dos vetos ao Ato Médico. O Sindypsi-PR no interior está se mobilizando para entrar em contato com outros parlamentares.

A Psicologia esteve representada pelas colegas, Priscila Franch, Alyne Eidt, e Pricilla Barbosa.

Leia também: Manutenção dos Vetos do Ato Médico acontece em Curitiba.

Moção de Repúdio à Redução da Maioridade Penal

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redução da maioridadeO Sindypsi-PR, reafirmando seu compromisso com a luta pelos direitos humanos, declara publicamente seu apoio à Moção de Repúdio à Tentativa de Redução da Idade para Responsabilização Penal, do Fórum Nacional de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente, publicada no dia 22 de julho.

A moção rejeita todas as medidas que tenham o objetivo de responsabilizar penalmente adolescentes que tenham cometido ato infracional, por meio da redução da maioridade penal. O documento alerta que a medida representa um retrocesso aos direitos das crianças e adolescentes, cita a pressão dos grupos conservadores instalados em diversos setores da sociedade brasileira e se posiciona contrário à proposta chamada “Responsabilidade Progressiva”, apresentada pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.

Confira na íntegra a Moção de Repúdio à Tentativa de Redução da Idade para Responsabilização Penal, do FDCA, aqui.

As lutas da nova gestão do SINDYPSI-PR

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sindypsiEm março de 2013 tomou posse a atual gestão do Sindicato dos Psicólogos do Paraná. Neste período o SINDYPSI-PR já organizou e participou de diversas ações para mobilizar a categoria nas lutas relacionadas à profissão. Diversas são as bandeiras levantadas para consolidar questões de fundamental importância para a psicologia e para os trabalhadores de forma geral.

Luta Antimanicomial – Defendendo o acolhimento pautado nos direitos humanos e contra o regime asilar, que exclui os indivíduos do convívio social e familiar e transforma sua identidade em doença, o SINDYPSI-PR teve participação ativa nas comemorações ao 18 de maio – Dia da Luta Antimanicomial. Atuou na organização e promoção de ato público e debate que tiveram como tema “Trancar não, Acolher sim”.

Saúde Mental sem Racismo – O Sindicato promoveu – junto à diversas entidades do movimento negro – a oficina “Saúde Mental sem Racismo – Vivenciando o preconceito, refletindo sobre a discriminação”, preparatório ao II Encontro Nacional de Psicólogas/os Negras/os e Pesquisadores das Relações Raciais e Subjetividades. Foi uma oportunidade de aprofundar sobre este tipo de violência subjetiva que atinge mais da metade da população brasileira.

Psicologia e questões LGBT – Para enfrentar a LGBTfobia, o cissexismo e o machismo e outras formas de discriminação, o SINDYPSI-PR tem atuado na luta contra a patologização de orientações sexuais e identidades de gênero. Foi criado o Grupo de Trabalho de Psicologia e Questões LGBT e com a aprovação do projeto de decreto do legislativo nº234/2011 (chamado de “Cura Gay”) na Comissão dos Direitos Humanos o sindicato organizou o ato “Fora Feliciano” em Curitiba, no dia 26 de junho. O GT está construindo um Seminário Estadual de Psicologia e Diversidade Sexual que acontecerá em setembro.

Ato Médico – Em defesa do Sistema Único de Saúde (SUS), o SINDYPSI-PR convocou assembleia aberta a todos/as os trabalhadores/as, no dia 3 de julho, para organizar uma mobilização contra o projeto de lei nº268/2002, conhecido como Ato Médico. O projeto limitava a atuação de diversas categorias profissionais da área da saúde, e definia ao médico a chefia exclusiva dos serviços. Após a assembleia o Sindypsi contribuiu com o Fórum de Mobilização pelo Veto ao Ato Médico.

Piso Salarial Regional e Redução da Jornada de Trabalho – Tramita no Congresso Nacional um Projeto de Lei que fixa o Piso Salarial (PL 5440/09) para psicólogas/os e outro que estabelece a redução da jornada de trabalho para 30 horas semanais, sem redução salarial (PL 3.338/08). Em nível nacional, presenciamos uma certa mobilização em torno da redução da jornada de trabalho para 30 horas. Porém, no que se refere ao Piso Salarial, estamos tão parados quanto o PL 5440/09. A nova gestão do SINDYPSI-PR vem se reunindo por meio do GT para construção do PL do piso salarial regional para a categoria.

Enfrentamento às terceirizações – O Sindicato tem como um dos objetivos centrais de sua atuação o enfrentamento às terceirizações e a precarização do trabalho dela proveniente. No Paraná um grande número de profissionais de psicologia são contratados de forma terceirizada na prestação de diversos serviços, em estabelecimentos de saúde, educação, assistência social, entre outros, no setor público e privado. O SINDYPSI-PR tem abraçado esta luta e debatido este tema em seus canais de comunicação. Para conhecer ainda mais a realidade dos psicólogos(as) terceirizados(as) e encaminhar ações nesse âmbito o Sindicato realizará um evento nos dias 18 e 19 de outubro.

Junte-se às lutas dos(as) psicólogos(as) do Paraná. Acompanhe os canais de comunicação do SINDYPSI-PR e participe das lutas do Sindicato. Com a sua participação fortaleceremos a luta dos trabalhadores psicólogos, construindo a Psicologia como ferramenta para a transformação social!

Entre em contato
www.sindypsipr.com.br
fb.com/sindypsi | sindypsipr@sindypsipr.com.br

Manifestação pela Manutenção dos Vetos do Ato Médico

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cartaz manutencao ato medico 2

O Sindypsi-PR convida a todos/as a participar da Manifestação pela Manutenção dos Vetos do Ato Médico, que será realizada em Curitiba no dia 7 de agosto, a partir das 15 horas, na Praça Nossa Senhora da Salete – Em frente à Assembleia Legislativa do Paraná!

No último dia 10 de Julho, depois de muitos debates, manifestações e pressão popular, a presidente Dilma vetou parcialmente o PL do “Ato Médico”. Confira notícia aqui.

 

O Conselho Federal de Medicina e as demais representações médicas estão trabalhando para derrubar os vetos no Congresso Nacional.

Para que isso não ocorra, a “Frente dos Conselhos das Profissões da Área da Saúde” está articulando uma série de atividades para pressionar senadores e deputados, dentre as quais inclui-se uma manifestação unificada, que ocorrerá simultaneamente em diversas capitais do país.

Em Curitiba a manifestação será no dia 07/08, a partir das 15h.

As estratégias em favor do veto estabelecidas pela Frente de Conselhos Profissionais da Área de Saúde (FCPAS) podem ser conferidas aqui.

Trabalhador/a, mobilize-se e ajude a lutar em defesa do SUS!

Participe da Manifestação pela Manutenção dos Vetos do Ato Médico em Curitiba!
Data: 7 de agosto, quarta-feira.
Horário: às 15 horas
Local: Praça Nossa Senhora da Salete – Em frente à Assembleia Legislativa do Paraná
Link do evento: https://www.facebook.com/events/1388151088072881/

Moção de Repúdio à Redução da Maioridade Penal

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redução da maioridadeO Sindypsi-PR, reafirmando seu compromisso com a luta pelos direitos humanos, declara publicamente seu apoio à Moção de Repúdio à Tentativa de Redução da Idade para Responsabilização Penal, do Fórum Nacional de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente, publicada no dia 22 de julho.

A moção rejeita todas as medidas que tenham o objetivo de responsabilizar penalmente adolescentes que tenham cometido ato infracional, por meio da redução da maioridade penal. O documento alerta que a medida representa um retrocesso aos direitos das crianças e adolescentes, cita a pressão dos grupos conservadores instalados em diversos setores da sociedade brasileira e se posiciona contrário à proposta chamada “Responsabilidade Progressiva”, apresentada pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.

Confira na íntegra a Moção de Repúdio à Tentativa de Redução da Idade para Responsabilização Penal, do FDCA, aqui.

Debate entre chapas concorrentes à consulta nacional para a nova gestão do CFP ocorre nesta quinta em Curitiba

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Evento ocorre na sede do CRP-PR e também será transmitido ao vivo

cfpPsicólogo/a, venha conhecer as propostas das chapas que concorrem à consulta nacional para assumir a próxima gestão (2013/2016) do Conselho Federal de Psicologia. O debate ocorre nesta quinta-feira, dia 18 de julho, das 19 às 21 horas, na sede do Conselho Regional de Psicologia do Paraná(CRP-PR), em Curitiba. Promovido pelo CRP-PR, o evento será aberto, sem a necessidade de inscrição, além de ser transmitido ao vivo no site: www.crppr.org.br

O debate terá a presença da Chapa 22 “Fortalecer a profissão” e da Chapa 23 “Cuidar da profissão”.  A Chapa 21 “Renovação: Compromisso com a profissão” foi convidada, mas não comparecerá devido a compromissos assumidos na mesma data.

Lembramos que o debate das chapas concorrentes ao CRP-PR acontece no dia 7 de agosto, às 19 horas, na sede da entidade, também com transmissão ao vivo no site. Em 29 de maio deste ano o Sindypsi-PR se reuniu com as chapas “É tempo de Diálogo” e “Conexão em Rede” e firmou com ambas as chapas um termo de compromisso com o Sindicato. Estes termos podem ser acessados neste link.

As eleições do CFP e do CRP acontecem nos dias 26 e 27 de agosto. Mais informações sobre o processo eleitoral podem ser conferidas aqui.

Serviço:

Debate com as chapas concorrentes a gestão 2013/2016 do Conselho Federal de Psicologia
Data: 18 de julho, quinta-feira
Horário: das 19h às 21 horas
Transmissão ao vivo: www.crppr.org.br
Local: Auditório Nélio Pereira da Silva, na sede do CRP-PR – Avenida São José, nº 699, no bairro Cristo Rei.

Confira como foi a manifestação contra o Ato Médico

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manifestacao ato medico

O Fórum de Mobilização pelo Veto ao Ato Médico realizou uma manifestação no dia 9 de julho, em Curitiba, contra o projeto de lei n°269/2002, mais conhecido como Ato Médico. O Fórum é constituído por profissionais de diversas áreas da saúde contrários a aprovação do projeto.

O evento “Não deixe a saúde morrer, enterre o ato médico!” ocorreu na Praça Santos Andrade, com caminhada pela Rua XV até a frente do escritório regional do Ministério da Saúde. Além da passeata, os participantes usaram velas e realizaram uma simulação de velório durante o protesto.

Confira a repercussão da manifestação nos veículos de comunicação:

Bem Paraná: Protesto contra Ato Médico
http://www.bemparana.com.br/noticia/264313/protesto-contra-o-ato-medico

Gazeta do Povo: Protesto contra Ato Médico reúne 30 pessoas em Curitiba
http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?id=1389527&tit=&tit=Protesto-contra-o-Ato-Medico-reune-30-pessoas-em-Curitiba

Jornal da Massa: Profissionais da área da saúde se reuniram na Praça Santos Andrade em protesto contra o Ato Médico.
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=bjjq0NXAY_o

*Foto: André Rodrigues/Agência de Notícias Gazeta do Povo

Vitória: PL Educação é aprovado na Comissão de Educação

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psicologia-na-educacao-1-2-300x224PL que prevê inserção de profissionais da Psicologia e Serviço Social nas redes públicas de educação básica é aprovado por unanimidade

O projeto de Lei 3688/2000, que prevê a inserção de profissionais da Psicologia e do Serviço Social na rede pública de educação básica, foi aprovado por unanimidade na manhã desta quarta-feira (10) pela Comissão de Educação (CE) da Câmara dos Deputados.

Na semana passada, houve um impasse durante a votação na CE por conta do empate de dez votos a favor e dez contra o projeto. Nesta quarta, foi realizada nova votação, após a relatora ter refeito o relatório, que não alterou a essência do PL.

“É uma vitória porque a Comissão de Educação reconhece a contribuição que a Psicologia e o Serviço Social têm dado e podem dar ainda com mais intensidade para a garantia do direito à educação de crianças e adolescentes brasileiros”, comemora o presidente do Conselho Federal de Psicologia, Humberto Verona.

De acordo com o conselheiro do CFP, Celso Tondin, a participação da (o) psicóloga (o) será regulamentada em uma perspectiva institucional que contemple a atuação nas políticas públicas de educação, sob uma ótica participativa, envolvendo estudantes, professores, famílias e comunidade, superando a noção das práticas clínicas que culpabilizam os indivíduos. Tondin destacou ainda a fundamental participação e contribuição da relatora do PL, Deputada Keiko Ota, no processo.

O projeto segue agora para a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e depois para o plenário da Casa.

Mobilização

Diversos profissionais e estudantes estiveram presentes em todas as sessões e audiências públicas que discutiram o PL na CE e também participaram enviando grande quantidade de manifestos aos Deputados.

A mobilização contou com a intensa atuação conjunta do CFP, do Conselho Federal de Serviço Social (CFESS), da Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional (ABRAPEE) e da Associação Brasileira de Ensino de Psicologia (ABEP).

Fonte: Conselho Federal de Psicologia

Governo cede à pressão e veta 10 itens do Ato Médico!

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Por Thiago Bagatin, presidente do Sindypsi-Pr

Depois de 11 anos de intensos debates, manifestações e reuniões com representantes do governo, Dilma cede à pressão dos profissionais da saúde e veta 10 itens do PL nº 268/2002, mais conhecido como Ato Médico.

Manifestação “Não deixe a saúde morrer, enterre o Ato Médico!”, realizada no dia 09/07, em Curitiba

Os itens vetados eram os mais problemáticos. Além de limitar a atuação de psicólogos, enfermeiros, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e demais profissionais da saúde, os itens pretendiam que todos os “serviços médicos” (entenda-se equipamentos de saúde) fossem chefiados e dirigidos única e exclusivamente pela classe médica. Tal imposição é uma afronta às diretrizes fundamentais do SUS, que pressupõem a multidisciplinaridade como prática e a integralidade enquanto concepção de saúde.

A vitória não é da Dilma ou do governo, mas sim de toda população que utiliza o Sistema Único de Saúde e ela só aconteceu devido às inúmeras formas de pressão: abaixo-assinados, manifestações, reuniões com representantes do governo, debates públicos, vídeos, notícias, etc. Todas essas ações, organizadas ou espontaneamente por profissionais da saúde ou pelas entidades representativas, foram decisivas para o veto.

É importante ressaltar que a vitória não está completa, visto que o poder legislativo ainda pode derrubar os vetos do executivo. Por isso, precisamos nos manter mobilizados, continuar construindo ações diretas, debates e, principalmente, pressionar os deputados federais para que mantenham os vetos do Ato Médico.

Agora é hora de mudar o foco, nosso próximo alvo deve ser direcionado ao Congresso Nacional!

Participe das ações organizadas pelo Sindypsi e pelo FÓRUM DE MOBILIZAÇÃO PELO VETO AO ATO MÉDICO!

Veja aqui a publicação do Ato Médico no Diário Oficial: http://www.in.gov.br/visualiza/index.jsp?data=11/07/2013&jornal=1&pagina=1&totalArquivos=352

 

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