O presidente do Sindypsi, Thiago Bagatin, e a representante do Sindsaude, Elaine Rodella, estiverem no dia 13/12 pela manhã no estúdio da rádio RB2.
O foco da entrevista foi a mobilização contra a privatização da saúde pública estadual, expressa pelo PL726/2013, que foi enviado para a ALEP na última segunda.
Confira abaixo o texto da matéria publicada no site da emissora.
Sindicatos fazem manifestação contra privatização da saúde no Paraná
Sindicatos se reúnem na próxima segunda-feira (16), a partir das 14h, em frente à Assembleia Legislativa do Paraná. O intuito é lutar pela saúde pública do estado e protestar contra o Projeto de Lei número 726/2013, enviado à Alep pelo governador Beto Richa.
De acordo com os organizadores, o documento pretende privatizar a saúde estadual. Segundo Thiago Bagatin, presidente do Sindicato dos Psicólogos do Paraná (Sindypsi), presente no Canal Aberto do Jornal da RB2 de hoje (13), a revolta é maior porque o PL foi enviado sem passar por nenhuma comissão, nem por debate com a sociedade. Bagatin veio acompanhado da presidente do Sindsaúde, Elaine Rodella, que alega que a proposta prejudicaria a saúde pública.
Intenção é adiar a discussão
Segundo Elaine, a luta não é para que a privatização simplesmente não ocorra, mas sim pelo adiamento da decisão, de forma a gerar uma discussão entre sociedades e organizações. “Não há espaço nesse tempo de festa para se pensar nisso”, explica. Outro fato para o qual os representantes chamam a atenção é o de que, antes da sessão de segunda, os deputados irão se reunir a portas fechadas às 11h, reunião da qual apenas os próprios políticos participarão.
População seria prejudicada
Caso seja aprovado o Projeto de Lei, a Secretaria Estadual de Saúde passa a exercer apenas o papel de fiscalizadora da fundação. Como o regime de concursos seria extinto e haveria uma grande rotatividade entre os prestadores de serviço, os mais prejudicados, segundo Bagatin, seriam os usuários. “Estamos em defesa dos trabalhadores e da população. Quando não há garantias no emprego, o funcionário sofre estresse, e caso ele não conte com uma segurança, acumulará funções extras em outros horários e isso reflete no atendimento à população”, explica. O presidente do Sinydpsi afirma ainda que o acompanhamento de um mesmo profissional durante todo o tratamento é importante para que o resultado seja eficaz.
De acordo com Elaine, para que as mudanças na área da saúde sejam estabelecidas, ‘o buraco é mais embaixo’, já que é preciso aprovar o Projeto Complementar 22, que prevê a criação de fundações nas áreas de Cultura, Turismo, Desporto, Comunicação Social, Assistência Social e Ciência e Tecnologia. Isso significa, segundo o Sindsaúde, que quase todo o funcionalismo pode ser privatizado.
Convite
Mas uma quantidade pequena de pessoas não pode modificar todo um sistema e lutar contra forças políticas. Por este motivo – e como forma de fomentar o interesse em questões públicas – Thiago Bagatin e Elaine Rodella convidam a população para que esteja presente na segunda-feira, às 14h, em frente à Alep. A intenção é acompanhar a sessão e, além de lutar por um objetivo em prol da saúde, fiscalizar o trabalho exercido por políticos cujos cargos são ocupados graças aos cidadãos.
Link para a reportagem:
http://radiorb2.com.br/sindicatos-fazem-manifestacao-contra-privatizacao-da-saude-no-parana/
Participe da manifestação contra a privatização da saúde pública na próxima segunda, dia 16/12/13, às 14h, em frente à Assembleia Legislativa do Paraná.

A Frente Estadual Drogas e Direitos Humanos – Paraná (FEDDH-PR) será lançada oficialmente no dia 5 de dezembro, às 17 horas, no Expotrade Convention Center, em Pinhais/PR. Ao modelo da Frente Nacional, a FEDDH-PR é uma iniciativa de entidades e movimentos sociais – entre eles o Sindypsi-PR – que defendem uma política drogas que caminhe junto à assistência integral e humanizada em saúde, contra a guerra às drogas e a criminalização da pobreza e pela cidadania e dignidade no atendimento às pessoas que usam drogas. O lançamento da Frente ocorrerá durante o I Encontro Nacional da Rede de Atenção Psicossocial – RAPS.
No último fim de semana (22 a 24 de novembro) aconteceu a 12ª Conferência Municipal de Saúde de Curitiba, um importante espaço do controle social das políticas públicas de saúde. O processo envolveu trabalhadoras e trabalhadores, usuários e gestores do SUS Curitiba em diversas etapas, desde locais (em cada equipamento do SUS) até a etapa municipal, que contou também com a participação de diversas entidades de representação das mais diversas categorias profissionais, associações de moradores e movimentos sociais.