Transexualidade: o que a Psicologia tem a dizer?

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Em 29 de janeiro comemora-se o Dia da Visibilidade Trans.

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O Brasil lidera o ranking dos países que mais matam transexuais e travestis no mundo. De acordo com a ONG internacional Trangender Europe, o país registrou 486 mortes entre janeiro de 2008 e abril de 2013, número quatro vezes maior que o detectado no México, segundo país mais perigoso para essa população. Estes são os dados ditos “oficiais”, já que muitos assassinatos não são registrados ou são contabilizados como mortes de homossexuais. Acontece que nem todo sofrimento de transexuais e travestis do Brasil é quantificável. O fato de não se encaixarem na convenção social de que sexo e gênero são invariavelmente correspondentes interfere gravemente na saúde mental dessa população. O que a Psicologia tem a ver com esse debate?

A transexualidade ainda é considerada um transtorno mental pela Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID-10, Organização Mundial da Saúde, 1993). Entre os “distúrbios” listados, estão o “travestismo” e o “transexualismo”. O sufixo “ismo” usado nos termos indica que a nomenclatura científica ainda considera essas condições sexuais como desviantes. No entanto, assim como aconteceu com a homossexualidade, a transexualidade deveria ser retirada do CID-10 e passar a ser considerada apenas mais uma das múltiplas formas de viver a sexualidade humana. Essa conquista, no entanto, depende do engajamento de pessoas trans e de profissionais de diversas áreas, dentre eles os da Psicologia.

As experiências das pessoas trans e grande parte dos estudos sobre a temática indicam que o alinhamento entre sexo, gênero e desejo não é algo natural, e sim uma construção social. Além disso, a defesa da existência de um binarismo de sexo e gênero (macho/fêmea, masculino/feminino) tende a definir as variantes da sexualidade humana (transexualidade, travestilidade) como maneiras inadequadas de viver. Entendemos que ser considerado um(a) “doente mental” por conta da sexualidade só traz sofrimento à vida de travestis e transexuais. A patologização da transexualidade acentua estigmas e cria barreiras cruéis na luta dessa população pela inclusão social.

Em 2008, as diretrizes nacionais para a realização do Processo Transexualizador foram regulamentadas pelo Ministério da Saúde por meio da Portaria nº 457/2008. A psicoterapia consta no procedimento do processo transexualizador como parte importante do acompanhamento do(a) usuário(a) na elaboração de sua condição de sofrimento pessoal e social. Da mesma forma, a avaliação psicológica consta como um dos requisitos para que as pessoas transexuais possam retificar os dados nos documentos, modificando o nome de registro e adequando-o ao gênero com o qual se identifica.

A atuação do psicólogo frente a esta população deve se pautar nos preceitos do Código de Ética Profissional. Segundo estes princípios, devemos trabalhar pela defesa irrestrita dos direitos e da promoção de saúde destes indivíduos, assim como pautar uma abordagem profissional que defenda a dignidade das pessoas transexuais e que opere com vistas a eliminar as formas de discriminação, opressão e violência que estas pessoas enfrentam cotidianamente.

Ainda que sejam várias as possibilidades de contribuição do psicólogo no atendimento a pessoas transexuais, uma atuação irrefletida, baseada em concepções patologizadoras, conservadoras e moralistas sobre as questões de gênero, pode transformar a intervenção do psicólogo em mais um veículo de sofrimento e opressão. Sendo assim, a proximidade com os movimentos sociais, a reflexão constante sobre a prática, a troca de experiências, a formação e atualização permanentes são elementos importantes para a formação de todos os profissionais que pretendem atuar junto às pessoas trans.O Sindicato dos Psicólogos do Paraná está atento a esta demanda do movimento social e tem fomentado espaços de encontro, reflexão e formação para a categoria para a troca de experiências e atualização acerca dos debates de gênero e sexualidade.

Um deles é o Janeiro Lilás, uma iniciativa de movimentos sociais pelas pessoas trans para dar visibilidade a essa parcela da população. Durante o primeiro mês do ano, várias iniciativas de conscientização e troca de informações são realizadas para fortalecer a por mais direitos às pessoas trans. No Paraná, tem apoio de diversas entidades relacionadas, entre elas o Sindypsi-PR.

Por entender a importância de nossa categoria para esse debate, o Sindypsi-PR defende que a atuação da psicóloga e do psicólogo frente à transexualidade não deve, em hipótese alguma, se nortear por uma concepção patologizada dessa identidade de gênero. A assistência psicólogica prestada a essa população pode e deve alavancar a qualidade de vida delas enquanto cidadãs e sujeitos de direitos.

Sindypsi-PR em articulação pela derrubada do veto ao PL das 30h

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O Sindicato dos Psicólogos do Paraná está em articulação com os deputados federais e senadores do estado, com o objetivo de derrubar o veto da Presidência da República ao Projeto de Lei 3.338/08, que regulamenta a jornada de trabalho de 30 horas semanais para as psicólogas e os psicólogos do Brasil. Para que o veto seja derrubado, a maioria do Congresso Nacional tem que votar a favor dos trabalhadores e trabalhadoras da Psicologia.

O presidente do Sindypsi PR, Thiago Bagatin, se reuniu com o deputado Leopoldo Meyer (PSB/PR) e com a deputada Christiane Yared (PTN/PR). Eles declararam apoio à derrubada do veto ao PL das 30 horas.

O Congresso Nacional entrou em recesso no dia 23 de dezembro e deve voltar às atividades no dia 1º de fevereiro. A derrubada do veto deve ser apreciada nos primeiros dias de trabalho dos deputados e senadores.O Sindypsi PR continua em contato com os parlamentares do Paraná para angariar apoio à luta dos psicólogos e das psicólogas por uma jornada de trabalho mais justa!

A HORA É AGORA

 

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Manifesto: Não à entrada do capital estrangeiro na Saúde!

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Por seu comprometimento com a Saúde Pública e de Qualidade, o Sindypsi-PR divulga a seguir o manifesto da Frente Nacional contra a Privatização da Saúde:

NÃO À ENTRADA DO CAPITAL ESTRANGEIRO NA SAÚDE!
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Desde 2009 existe um Projeto de Lei do Senado, o PLS 259/2009 (clique aqui), de autoria do senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), cujo objetivo é permitir a participação de capital estrangeiro na assistência à saúde. O projeto tenta justificar sua necessidade pela existência de algumas condições estabelecidas em seus artigos, e pelas dificuldades enfrentadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no desempenho das ações destinadas a garantir a saúde como direito de todos e dever do Estado. A justificativa aponta que “diante da impossibilidade de o SUS satisfazer plenamente o direito à saúde, a iniciativa privada procura suprir as necessidades da população mediante a oferta das ações que não são de execução reservada ao setor público”. Atualmente, o projeto foi encaminhado para a Subsecretaria de Coordenação Legislativa do Senado e aguarda leitura para seguir a tramitação.

No entanto, antes mesmo de o projeto tramitar nas comissões restantes, o assunto foi acrescentado à MP 656/2014, que inicialmente só tratava de registro de imóveis públicos, crédito imobiliário e prorrogação de alguns incentivos tributários. O texto foi alterado na comissão mista e acrescido de outros 32 temas, como por exemplo, a cessão de servidores federais ao serviço social autônomo, a permissão ao Legislativo e ao Judiciário para realizar parcerias público-privadas (PPP), refinanciamento de dívidas de clubes de futebol, autorização para a construção de um aeroporto privado e a redução de impostos para armas, além da abertura da saúde para o capital estrangeiro. A MP foi aprovada no dia 17 de dezembro de 2014, e segue para sanção presidencial.

De acordo com a emenda proposta pelo deputado Manoel Junior (PMDB-PB), empresas e capitais estrangeiros poderão instalar, operar ou explorar hospitais (inclusive filantrópicos) e clínicas. Também poderão entrar em ações e pesquisas de planejamento familiar, e serviços de saúde exclusivos para atendimento de funcionários de empresas. Atualmente, a presença do capital externo já existe em outras áreas da saúde, a exemplo dos planos e seguros de saúde, e de farmácias. A emenda altera a Lei Orgânica da Saúde (8.080/90), que originalmente proíbe os investimentos estrangeiros no setor, e fere também a Constituição Federal de 1988, em seu artigo nº. 199.

É sabido que, poucos anos após a promulgação da Constituição Federal, o Brasil iniciou uma série de reformas liberalizantes na ordem econômica, que visavam abrir a economia ao capital estrangeiro, como demanda capitalista para efetivar a mundialização do capital. Vários setores foram abertos ao investimento externo, como a produção de petróleo e as telecomunicações. No entanto, foram mantidas restrições específicas ao ingresso do capital e de empresas estrangeiras em determinados setores da economia, dentre eles, o setor de assistência à saúde.

Os movimentos sociais da Saúde lutam há anos, por um SUS 100% estatal, livre de toda e qualquer forma de privatização, porque sabem que a interferência do setor privado no setor traz sérias consequências, e inviabiliza a saúde como um direito universal. O falso argumento de que o recurso externo pode auxiliar na saúde brasileira, fortalecendo o privado e aumentando a livre concorrência, aperfeiçoando assim a qualidade do serviço privado e desafogando o setor público, supostamente melhorando o atendimento ao “consumidor”, mostra que a emenda se trata de mais um dos vários ataques privatizantes que o Sistema Único de Saúde (SUS) vem sofrendo nos últimos anos. Essa emenda só aumenta a forte tendência de mercantilização da saúde que temos vivenciado, e retrocede de maneira significativa a luta histórica da Reforma Sanitária pela saúde como direito.

O movimento de luta por um Sistema Único de Saúde é histórico, e segue resistindo bravamente aos diversos ataques liberais. Até hoje é referência na luta por uma sociedade igualitária, e não desistiremos de tentar impedir o capital estrangeiro de dominar a Saúde brasileira. Não deixaremos a saúde se tornar um bem comercializável. Não permitiremos a consolidação da privatização do SUS, fazendo com que a saúde se torne um serviço, e não um direito. Não permitiremos que o capital internacional se aproprie do fundo público brasileiro. Não foi isso que o Brasil pediu nas ruas em junho de 2013, nem nas urnas em outubro de 2014.

Saúde não é mercadoria. Seguiremos resistindo na defesa de um SUS 100% estatal, universal e de qualidade para todo o povo brasileiro!

 

FRENTE NACIONAL CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DA SAÚDE
Janeiro de 2015

 

Pisocólogo(a): você recebeu a Guia de Contribuição Sindical?

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É obrigatória e o boleto para pagamento da Guia foi enviado via Correios.

Apreciação do veto do PL das 30h vai ficar para fevereiro

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A luta pela jornada de 30 horas para psicólogos(as) foi intensa em 2014. Porém como já noticiamos, o vice-presidente Michel Temer, em exercício do cargo de presidente da República na ausência temporária da presidente Dilma Rousseff no mês de novembro de 2014, vetou integralmente o Projeto de Lei 3.338/08.

O veto ao PL retornou ao Congresso Nacional, onde foi constituída uma Comissão Mista de Deputados Federais e Senadores para elaborar um parecer em relação ao posicionamento da Presidência.

O prazo regimental para apreciação da decisão da Presidência da República pelo Plenário do Congresso Nacional esgotou-se no dia 19 de dezembro, porém o veto ainda aguarda inclusão na pauta do Plenário.

Em decorrência do recesso parlamentar no Congresso Nacional, que teve início no dia 23 de dezembro, a menos que haja convocação extraordinária durante esse período, a apreciação do veto vai ficar para fevereiro de 2015.

Para acompanhar este assunto e continuar lutando com o Sidypsi-PR pelas 30 horas para psicólogos(as) acompanhe a página Psicologia: 30 horas JÁ!

 

Convocamos também a categoria para intensificar a encaminhar e-mails às/aos Deputadas/os e Senadoras/es dos seus Estados e colher assinaturas para o manifesto no link http://www.sinpsi.org/manifesto.php

Apreciação do veto do PL das 30h vai ficar para fevereiro

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A luta pela jornada de 30 horas para psicólogos(as) foi intensa em 2014. Porém como já noticiamos, o vice-presidente Michel Temer, em exercício do cargo de presidente da República na ausência temporária da presidente Dilma Rousseff no mês de novembro de 2014, vetou integralmente o Projeto de Lei 3.338/08.

O veto ao PL retornou ao Congresso Nacional, onde foi constituída uma Comissão Mista de Deputados Federais e Senadores para elaborar um parecer em relação ao posicionamento da Presidência.

O prazo regimental para apreciação da decisão da Presidência da República pelo Plenário do Congresso Nacional esgotou-se no dia 19 de dezembro, porém o veto ainda aguarda inclusão na pauta do Plenário.

Em decorrência do recesso parlamentar no Congresso Nacional, que teve início no dia 23 de dezembro, a menos que haja convocação extraordinária durante esse período, a apreciação do veto vai ficar para fevereiro de 2015.

Para acompanhar este assunto e continuar lutando com o Sidypsi-PR pelas 30 horas para psicólogos(as) acompanhe a página Psicologia: 30 horas JÁ!

 

Convocamos também a categoria para intensificar a encaminhar e-mails às/aos Deputadas/os e Senadoras/es dos seus Estados e colher assinaturas para o manifesto no link http://www.sinpsi.org/manifesto.php

Atenção, psicólogo! Não deixe de pagar a Contribuição Sindical 2015!

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É obrigatória e o boleto foi enviado via Correios, para pagamento da Guia de Contribuição Sindical referente ao ano de 2015.

Que 2015 seja um ano de vitórias e conquistas para Psicólogos(as)!

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O Sindicato dos Psicólogos do Paraná agradece a sua companhia em mais um ano de lutas da classe trabalhadora.

Em 2014 nosso Sindicato se dedicou ao diálogo, à construção coletiva e aos enfrentamentos necessários para psicólogos e psicólogas tenham mais direitos!

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Que em 2015 tenhamos nossas energias renovadas para avançarmos ainda mais na valorização da nossa profissão.

Feliz Natal e lindo ano novo!

São os desejos da Diretoria e equipe de funcionários do Sindicato dos Psicólogos do Paraná – gestão 2013/2016.

 

Confira algumas ações protagonizadas pelo Sindypsi-PR em 2014


Recesso:

Informamos que entraremos em recesso do dia 22/12 ao dia 05/01.

Ficaremos felizes em retornar o seu contato à partir do dia 05. Se quiser, nos mande um e-mail: sindypsipr@sindypsipr.com.br

Que seja um ano de vitórias e conquistas para Psicólogos(as)!

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O Sindicato dos Psicólogos do Paraná agradece a sua companhia em mais um ano de lutas da classe trabalhadora.

Em 2014 nosso Sindicato se dedicou ao diálogo, à construção coletiva e aos enfrentamentos necessários para psicólogos e psicólogas tenham mais direitos!

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Que em 2015 tenhamos nossas energias renovadas para avançarmos ainda mais na valorização da nossa profissão.

Feliz Natal e lindo ano novo!

São os desejos da Diretoria e equipe de funcionários do Sindicato dos Psicólogos do Paraná – gestão 2013/2016.

 

Confira algumas ações protagonizadas pelo Sindypsi-PR em 2014


Recesso:

Informamos que entraremos em recesso do dia 22/12 ao dia 05/01.

Ficaremos felizes em retornar o seu contato à partir do dia 05. Se quiser, nos mande um e-mail: sindypsipr@sindypsipr.com.br

Em apoio à greve no Hospital de Reabilitação do Paraná

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10805567_229258247274726_8302162378666372578_nO Sindypsi-PR manifesta apoio à greve no Centro Hospitalar de Reabilitação Ana Carolina Moura Xavier, conhecido como Hospital de Reabilitação do Paraná. Os salários de todos os funcionários são constantemente atrasados.

O CHR é um hospital público que teve a gestão repassada à Associação Paranaense de Reabilitação (APR), uma ONG, entidade de direito privado. A gestão por meio da APR, segundo sindicatos das categorias profissionais da área da saúde, tem prejudicado o trabalho no Hospital, por não garantir as condições de trabalho adequadas aos profissionais.

Clique aqui e confira a reportagem da RPCTV sobre a greve em andamento no Hospital de Reabilitação do Paraná.