
O Café Cultural organizado pelo Sindypsi PR e pelo CRP-PR reuniu a categoria na tarde ensolarada de sábado (26) para um momento de confraternização na sede do Conselho. Música, poesia e dança formaram a programação que homenageou a categoria pelo Dia da(o) Psicóloga(o), comemorado no dia 27 de agosto.

A primeira atração foi um bate-papo sobre o documentário A Linha Fria do Horizonte, do cineasta e estudante de Psicologia Luciano Coelho. A produção aborda a música e a cultura do Rio Grande do Sul como parte dos traços identitários que compõem o Brasil. O debate girou em torno da fragilidade dos laços entre o Brasil e os demais países do continente, como Uruguai e Argentina.

A psicóloga Cecília Baruk, apaixonada por dança e pesquisadora dessa área, apresentou duas modalidades de dança egípcia: o Baladi, ritmo mais melódico, e o Said, mais intenso e dançado com bastão. Cecília acredita que os ritmos têm muito a contribuir para a relação das pessoas com o próprio corpo. “Na minha pesquisa, tentei entender como a dança pode mudar nossa imagem corporal. Recebo muitos depoimentos de mulheres que mudaram a percepção sobre si, aumentaram a autoestima por meio da dança”, contou.

Em um mundo de relações descartáveis, pouco profundas e nada duradouras, o assistente social Tiago Iraton vê na poesia uma saída para a humanização. No nosso Café Cultural, ele iniciou a conversa com uma provocação: Poesia para quê? A importância da natureza transgressora da poesia seria uma das respostas. Além de suas próprias poesias, Tiago recitou alguns versos de grandes nomes da nossa literatura, como Paulo Leminski, Manoel de Barros e Wally Salomão.

Já a psicóloga Andressa Barichello, que também é cofundadora do projeto Fotoverbe-se, compartilhou suas experiências com a produção literária. Andressa leu uma de suas crônicas e convidou para a reflexão sobre o processo de escrita. “A criação de uma narrativa é sempre uma experiência psicológica”, disse.

O encerramento ficou por conta da banda Égide e seu rock autoral.