Curitiba oferece programa específico para dependentes *

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Dependentes químicos que utilizam o sistema público de saúde podem participar de um programa específico de tratamento em Curitiba. O atendimento começa nas unidades de saúde e pode chegar a hospitais específicos, com foco na reinserção social. A medida veio com a reforma psiquiátrica e é uma alternativa ao tratamento vigente até 2001, quando apenas a internação era considerada a solução adequada, mas que não trazia os efeitos esperados. Os pacientes perdiam os vínculos familiares e a proximidade com o mercado de trabalho, prejudicando a recuperação.

A porta de entrada ao tratamento são as unidades de saúde, que recebem os dependentes químicos e têm capacidade de realizar o atendimento inicial. Os casos mais complexos são encaminhados aos Centros de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPSad), onde o trabalho é multiprofissional – com psicólogos, assistentes sociais e demais especialidades com foco na redução de danos – além da realização de atividades culturais e profissionais.

Havendo necessidade, o atendimento se estende aos Centros Municipais de Urgências Médicas (CMUMs) e, em último caso, aos hospitais especializados. Além disso, as chamadas comunidades terapêuticas fazem parte da rede de atendimento. São espaços sociais, que também estimulam a reinserção dos pacientes. Os contratos com essas organizações ainda estão em andamento.

Cinco CAPSad estão em atividade em Curitiba (Bairro Novo, Boa Vista, Cajuru, Matriz e Portão), com capacidade para atender 190 pacientes cada um. Alguns não trabalham com o quadro completo, o que significa que existem vagas disponíveis sem fila de espera. Soma-se a estes o Centro Vida, que é destinado exclusivamente ao atendimento a crianças e adolescentes com até 18 anos de idade. “O tratamento não se resume apenas a não usar a droga, mas precisa da manutenção da abstinência. Para isso são necessárias atividades que ajudam os dependentes químicos”, avalia a psicóloga e coordenadora do Programa Adolescente Saudável, Luciana Savaris.

Confira a matéria na íntegra

 

* Fonte: parana-online.com.br – Carolina Gabardo Belo

 

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