Desde o início do ano, o Governo do Paraná tem dado dores de cabeça à população paranaense. Depois de ter declarado inúmeras vezes que “tudo ia bem” com as contas do estado durante o período eleitoral, o governador Beto Richa (PSDB) começou a dar sinais explícitos da realidade lastimável em que se encontra o caixa do Paraná.
O discurso de uma “herança maldita” do último governador (mesmo que Richa já esteja em seu segundo mandato) é a justificativa apresentada para as crises que seu próprio governo aprofundou ou criou. Para (supostamente) enfrentá-las, o Executivo estadual apresentou um pacote de medidas de caráter profundamente duvidoso. Caso aprovadas, teremos o aumento de impostos, cortes orçamentários e no fundo previdenciário de servidores, mais rescisões de contratos com professores PSS e outros calotes. Em síntese, trata-se de mais um ataque aos direitos dos trabalhadores e do desmonte dos serviços públicos.
Mais de 20 categorias de servidores públicos estaduais paranaenses desencadearam uma forte reação aos desmandos do Governador Richa e, depois de mais de duas semanas de greves em diversos setores, as primeiras vitórias começam a ser conquistadas. A ocupação da Assembleia Legislativa do Estado do Paraná (ALEP) por parte dos manifestantes no dia 12 de fevereiro conseguiu barrar a truculência dos parlamentares ligados ao Governo e impedir a tramitação dos projetos de austeridade em um “pacotaço”. A maior demonstração da energia do movimento foi vista na manifestação de quarta-feira (25), que levou 50 mil professores, servidores e apoiadores às ruas de Curitiba. Bombeiros, trabalhadores da Defensoria Pública e de Universidades Estaduais também estão em luta. Todas estas manifestações têm sido muito bem recebidas pela população, que se solidariza ao movimento por perceber que esta luta também se reflete em suas vidas.
Nossa categoria também tem se mobilizado, uma vez que, ao contrário do que muitos pensam, psicólogos e psicólogas enfrentam uma realidade preocupante no Estado do Paraná: salários baixos e muitas vezes recebidos com atraso, equipamentos públicos sucateados, desvalorização e sobrecarga de trabalho.

Em resposta a esse cenário, psicólogos e psicólogas do Centro Hospitalar de Reabilitação do Paraná (CHR) cruzaram os braços recentemente por conta do atraso do pagamento e das péssimas condições de trabalho. Os psicólogos do Poder Judiciário engrossaram as mobilizações paralisando suas atividades para denunciarem o descaso do Governo Richa com a garantia de um sistema de justiça digno e humanizado. Por todo o Paraná, psicólogos e psicólogas tem participado das manifestações, rejeitado o plano de austeridade tucano e lutado por seus direitos. O Sindypsi PR participa e apoia essas lutas porque acredita que é apenas com pressão política organizada que conquistamos vitórias para a categoria.
Nos próximos dias, os desafios aumentam: o Governador Richa não desistiu de “meter a mão” nos R$ bilhões da previdência dos trabalhadores, através da unificação dos fundos da previdência com o estadual. Defendemos a instalação de um processo de investigação que explique onde foi parar o dinheiro de um dos estados que mais arrecadou nos últimos anos. Vamos resistir a mais esta tentativa do governador Beto Richa (PSDB) de cobrar dos trabalhadores esses prejuízos que o governo dele criou.
É preciso fortalecer os processos de greve em curso e amplificar nossas mobilizações! Te convidamos a fazer parte desta mobilização!
Entre em contato com o Sindicato dos Psicólogos do Paraná e com outras entidades que estejam organizando manifestações em sua cidade!
A hora é agora! Não vamos recuar na luta pelos nossos direitos!