Sindypsi PR apoia a luta dos servidores do Judiciário do estado do Paraná

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Os servidores e servidoras do Judiciário paranaense paralisaram as atividades nesta terça-feira (24) para protestar contra o “pacotaço” de medidas proposto pelo governador Beto Richa. Um dos pontos mais problemáticos das propostas encaminhadas pelo governo do Paraná se refere às aposentadorias dos servidores estaduais. A manifestação também contesta o pedido dos magistrados do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) para receber auxílio-moradia retroativo em cinco anos.

A aprovação do pacote daria ao governo do estado a liberdade de utilizar os R$8 bilhões do Fundo Previdenciário da ParanáPrevidência, quantia reservada para o pagamento de futuros servidores aposentados. O governo quer usar esse montante porque o Fundo Financeiro, responsável por pagar a maior parte dos aposentados, apresenta um furo mensal de R$250 mil. Se os R$8 bilhões forem utilizados para suprir esse rombo, é possível que, em 2 anos e 8 meses, toda a quantia se esgote.

De acordo com o Sindicato dos Servidores do Poder Juduciário do Estado do Paraná (Sindijus PR), o protesto também foi realizado em outras cidades do estado, entre elas Foz do Iguaçu, Cascavel, Medianeira, São Miguel do Iguaçu, Londrina, Maringá, Paranavaí, Ponta Grossa, Guarapuava, Curitiba, Almirante Tamandaré, Colombo, Pato Branco, Francisco Beltrão e Palmas.

A psicóloga, vice-presidente do Sindicato dos Psicólogos do Paraná e servidora da Justiça em Campo Largo, Renata Moraes, aponta que a paralisação tem o objetivo de explicitar ao governador e ao presidente do Tribunal de Justiça a insatisfação da categoria com as mudanças na previdência dos servidores do estado. Renata afirma a importância da articulação com outros movimentos como o dos professores, que estão acampados há dias em frente ao Palácio do governo do estado.

Confira o vídeo:

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