{"id":5511,"date":"2017-04-05T11:20:43","date_gmt":"2017-04-05T14:20:43","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sindypsipr.com.br\/site\/?p=5511"},"modified":"2017-04-05T11:22:08","modified_gmt":"2017-04-05T14:22:08","slug":"hospital-oswaldo-cruz-sindypsi-pr-assina-carta-manifesto-em-defesa-da-instituicao","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.sindypsipr.com.br\/site\/hospital-oswaldo-cruz-sindypsi-pr-assina-carta-manifesto-em-defesa-da-instituicao\/","title":{"rendered":"Hospital Oswaldo Cruz | Sindypsi PR assina carta-manifesto em defesa da institui\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\">Tradicional centro de tratamento infectol\u00f3gico de Curitiba convive com a superlota\u00e7\u00e3o e a incerteza depois de uma decis\u00e3o controversa da Secretaria de Sa\u00fade do estado. Sindicato dos Trabalhadores da Sa\u00fade P\u00fablica do Paran\u00e1 (SindSa\u00fade PR) alerta para o risco de desmonte da institui\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-5512\" src=\"http:\/\/www.sindypsipr.com.br\/site\/..\/uploads\/2017\/04\/hoc-sindypsi.jpg\" alt=\"hoc-sindypsi\" width=\"350\" height=\"214\" srcset=\"http:\/\/www.sindypsipr.com.br\/site\/..\/uploads\/2017\/04\/hoc-sindypsi.jpg 350w, http:\/\/www.sindypsipr.com.br\/site\/..\/uploads\/2017\/04\/hoc-sindypsi-300x183.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/>Perto de completar 90 anos, o Hospital Oswaldo Cruz (HOC) \u00e9 refer\u00eancia no tratamento infectol\u00f3gico. Localizada no centro de Curitiba, a unidade est\u00e1 passando por um momento delicado depois da decis\u00e3o da Secretaria de Sa\u00fade (Sesa) do Paran\u00e1 de ceder outro pr\u00e9dio, o da 2\u00aa Regional de Sa\u00fade Metropolitana (mais conhecida como CRE Bar\u00e3o), \u00e0 Funda\u00e7\u00e3o Estatal de Aten\u00e7\u00e3o em Sa\u00fade do Paran\u00e1 (Funeas). O SindSa\u00fade, entidade que representa as(os) servidoras(es) estaduais da sa\u00fade, alerta que a mudan\u00e7a superlotou o HOC, que se viu obrigado a atender as demandas do CRE Bar\u00e3o. Em uma Carta ao Povo Paranaense, o SindSa\u00fade PR mostra em detalhes os atendimentos que foram afetados e as d\u00favidas geradas pela falta de di\u00e1logo e transpar\u00eancia por parte da pasta da Sa\u00fade.<\/p>\n<p>Mas as incertezas n\u00e3o s\u00e3o de hoje. No come\u00e7o do ano, o governo do estado anunciou uma reforma estrutural no HOC, com direito a determina\u00e7\u00e3o verbal de que a institui\u00e7\u00e3o n\u00e3o assumisse mais internamentos a partir do dia 18\/02. O Sindicato e a comunidade do HOC fizeram uma interven\u00e7\u00e3o e barraram a decis\u00e3o, mas alguns setores foram fechados sem qualquer explica\u00e7\u00e3o, como explica a Carta-manifesto abaixo. A Sesa se limitou a dizer que o HOC n\u00e3o ir\u00e1 fechar, mas o hist\u00f3rico de falta de di\u00e1logo, marca do governo Beto Richa, mostra que nunca \u00e9 exagero ficar em estado de alerta.<br \/>\n<strong><strong><br \/>\n<\/strong><\/strong>Confira a Carta ao Povo Paranaense produzida pelo SindSa\u00fade e assinada por sindicatos, movimentos sociais e entidades de defesa do SUS.<\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p><strong>Carta ao Povo Paranaense<\/strong><\/p>\n<p><strong>Para favorecer a privatiza\u00e7\u00e3o, atendimento humanizado no Hospital Osvaldo Cruz pode virar coisa do passado<\/strong><\/p>\n<p>O charmoso Hospital Oswaldo Cruz (HOC), que fica na esquina das ruas Amintas de Barros com Ubaldino do Amaral em Curitiba, \u00e9 um hospital da rede pr\u00f3pria do SUS. \u00c9 refer\u00eancia no Paran\u00e1 para todo tipo de doen\u00e7a infectocontagiosa \u2013 meningite, hepatite, tuberculose, s\u00edfilis, herpes, AIDS entre tantas outras.<\/p>\n<p>Perto de completar 90 anos, o HOC passa por um processo de mudan\u00e7as. N\u00e3o para melhorar o atendimento, mas porque a Sesa &#8211; Secretaria da Sa\u00fade &#8211; decidiu entregar outro pr\u00e9dio, o do CRE Bar\u00e3o, tamb\u00e9m no centro da capital, para os interesses da Funeas. Empresa P\u00fablica de interesse privado criada pelo governo, que repassa \u00e0 Funda\u00e7\u00e3o as responsabilidades relacionadas \u00e0 Sa\u00fade. Coube ao velho HOC absorver toda essa demanda.<\/p>\n<p>Usu\u00e1rias\/os e trabalhadoras\/es vivem dias de incertezas. O governo se limita a dizer que, se preciso for, ir\u00e1 transferir profissionais para outros locais, mas n\u00e3o diz sequer quantos profissionais devem permanecer na unidade. Com o fechamento de uma ala inteira para a instala\u00e7\u00e3o de um ambulat\u00f3rio, o hospital passou de 40 para 20 leitos.<\/p>\n<p>E os pacientes, para onde ir\u00e3o? Sabemos que grande parte das unidades n\u00e3o est\u00e1 preparada para esse tipo de atendimento e quem trabalha com HIV precisa de educa\u00e7\u00e3o continuada, de forma\u00e7\u00e3o espec\u00edfica, de estar cotidianamente sensibilizado a atuar com esses pacientes.<\/p>\n<p>O SindSa\u00fade, Sindicato que representa as\/os trabalhadoras\/es daquela unidade, faz um alerta para que a gente abrace o Hospital e diga para a gest\u00e3o Beto Richa que com Sa\u00fade n\u00e3o se brinca! N\u00e3o podemos perder um hospital que \u00e9 refer\u00eancia regional no atendimento ao portador de HIV. J\u00e1 fizemos v\u00e1rios atos e materiais para alertar a popula\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m estamos realizando um abaixo-assinado para chamar a popula\u00e7\u00e3o para essa briga. Acesse o site do SindSa\u00fade e fortale\u00e7a essa corrente.<\/p>\n<p><strong>Confira os principais problemas gerados no atendimento com a fus\u00e3o do HOC e do CRE Bar\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<p>&#8211; Depois da reestrutura\u00e7\u00e3o, os exames de Raio-X s\u00e3o laudados no Hospital do Trabalhador, na Zona Sul da cidade, e demoram at\u00e9 cinco dias para serem expedidos<\/p>\n<p>&#8211; O ambulat\u00f3rio atende em m\u00e9dia 90 pessoas por dia. Al\u00e9m do espa\u00e7o reservado para esse atendimento n\u00e3o ter o tamanho adequado, tamb\u00e9m n\u00e3o h\u00e1 ventila\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>&#8211; O ambulat\u00f3rio e o hospital v\u00e3o funcionar no mesmo espa\u00e7o, o que n\u00e3o \u00e9 o mais indicado<\/p>\n<p>&#8211; A farm\u00e1cia do hospital tem espa\u00e7o f\u00edsico restrito, j\u00e1 tinha dificuldades para atender a demanda anterior, o que dir\u00e1 agora, com atendimento externo<\/p>\n<p>&#8211; N\u00e3o h\u00e1 defini\u00e7\u00e3o quanto \u00e0 forma de controle de circula\u00e7\u00e3o de pacientes internados e daqueles que est\u00e3o no aguardo de atendimento no ambulat\u00f3rio<\/p>\n<p>&#8211; Beb\u00eas e crian\u00e7as s\u00e3o assistidas pelo ambulat\u00f3rio de infectologia. Por que expor beb\u00eas e crian\u00e7as que ainda est\u00e3o desenvolvendo sua capacidade imunol\u00f3gica? A incompet\u00eancia do governo coloca em risco a vida de crian\u00e7as expostas a ambientes com agentes nocivos \u00e0 sa\u00fade<\/p>\n<p>&#8211; \u00d3bitos acontecem em hospitais. E pelo espa\u00e7o restrito do HOC, os corpos ter\u00e3o de passar pr\u00f3ximo ao ambulat\u00f3rio. Algo totalmente repreens\u00edvel e que pode mexer com a estabilidade emocional dos pacientes<\/p>\n<p>&#8211; Ambiente hospitalar favorece a prolifera\u00e7\u00e3o de v\u00edrus, fungos, bact\u00e9rias e outros agentes. Ao levar crian\u00e7as ou adultos imunodeprimidos para esses locais deve-se tomar muito cuidado. Como ser\u00e1 e quem dar\u00e1 orienta\u00e7\u00e3o a esses pacientes quanto ao uso de m\u00e1scaras, higiene das m\u00e3os, entre outros cuidados necess\u00e1rios?<\/p>\n<p>&#8211; Em Curitiba temos um \u00f3bito de AIDS a cada dois dias. L\u00f3gico que a assist\u00eancia hospitalar tem de estar dispon\u00edvel aos pacientes.<\/p>\n<p><strong>Entre nessa luta em defesa do nosso patrim\u00f4nio! #salveohoc<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tradicional centro de tratamento infectol\u00f3gico de Curitiba convive com a superlota\u00e7\u00e3o e a incerteza depois de uma decis\u00e3o controversa da Secretaria de Sa\u00fade do estado. 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