{"id":5436,"date":"2017-03-08T15:12:10","date_gmt":"2017-03-08T18:12:10","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sindypsipr.com.br\/site\/?p=5436"},"modified":"2017-03-08T16:25:35","modified_gmt":"2017-03-08T19:25:35","slug":"8-numeros-que-explicam-a-importancia-da-luta-das-mulheres-por-respeito","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.sindypsipr.com.br\/site\/8-numeros-que-explicam-a-importancia-da-luta-das-mulheres-por-respeito\/","title":{"rendered":"8 n\u00fameros que explicam a import\u00e2ncia da luta das mulheres por respeito"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_5437\" aria-describedby=\"caption-attachment-5437\" style=\"width: 640px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-5437 size-large\" src=\"http:\/\/www.sindypsipr.com.br\/site\/..\/uploads\/2017\/03\/marcha-das-vadias-2016-900x600.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"427\" srcset=\"http:\/\/www.sindypsipr.com.br\/site\/..\/uploads\/2017\/03\/marcha-das-vadias-2016-900x600.jpg 900w, http:\/\/www.sindypsipr.com.br\/site\/..\/uploads\/2017\/03\/marcha-das-vadias-2016-300x200.jpg 300w, http:\/\/www.sindypsipr.com.br\/site\/..\/uploads\/2017\/03\/marcha-das-vadias-2016-696x464.jpg 696w, http:\/\/www.sindypsipr.com.br\/site\/..\/uploads\/2017\/03\/marcha-das-vadias-2016-1068x712.jpg 1068w, http:\/\/www.sindypsipr.com.br\/site\/..\/uploads\/2017\/03\/marcha-das-vadias-2016-630x420.jpg 630w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-5437\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Vinicius Torresan \/ Marcha das Vadias Curitiba 2016<\/figcaption><\/figure>\n<p>Existem v\u00e1rios \u201coitos de mar\u00e7o\u201d. H\u00e1 aquele do bombom, o das flores. Existe o que \u00e9 celebrado com declara\u00e7\u00f5es que ressaltam a fragilidade e a singeleza das mulheres. Mas h\u00e1 um oito de mar\u00e7o que n\u00e3o pode ser esquecido: o da luta das mulheres por direitos e por igualdade. E foi a\u00ed que tudo come\u00e7ou.<\/p>\n<p>A decis\u00e3o de fazer com que o dia 8 de mar\u00e7o fosse delas tem uma origem pol\u00edtica e social. Principalmente na Europa e nos Estados Unidos do final do s\u00e9culo XIX, as mulheres viviam sujeitas a condi\u00e7\u00f5es de trabalho degradantes e n\u00e3o tinham os mesmos direitos pol\u00edticos e sociais que os homens. Essa condi\u00e7\u00e3o subalterna fez eclodir um grande movimento feminino no mundo. As principais reivindica\u00e7\u00f5es eram a redu\u00e7\u00e3o da jornada, condi\u00e7\u00f5es humanas de trabalho e igualdade econ\u00f4mica e pol\u00edtica.<\/p>\n<p>Uma das mobiliza\u00e7\u00f5es mais marcantes ocorreu nos Estados Unidos em 1857, quando 129 oper\u00e1rias de uma ind\u00fastria t\u00eaxtil morreram carbonizadas durante uma emboscada em um protesto pela redu\u00e7\u00e3o da jornada de trabalho, que era de 14 horas. Em 1910, o 2\u00ba Congresso Internacional de Mulheres, realizado em Copenhague, instituiu o 8 de mar\u00e7o como Dia das Mulheres em homenagem ao massacre.<\/p>\n<p>Hoje, cerca de um s\u00e9culo depois, a desigualdade de g\u00eanero ainda persiste. Para marcar o 8 de mar\u00e7o de 2017, listamos alguns indicadores do Brasil e do mundo que comprovam que a luta das mulheres ainda \u00e9 necess\u00e1ria.<\/p>\n<p><strong>Emprego e mundo do trabalho<\/strong><\/p>\n<p>1)<strong> As mulheres trabalham em m\u00e9dia 7,5 horas a mais que os homens por semana<\/strong>. Em 2015, a jornada total m\u00e9dia das mulheres era de 53,6 horas, enquanto a dos homens era de 46,1 horas. \u00c9 o que aponta o <a href=\"http:\/\/www.ipea.gov.br\/portal\/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=29526&amp;Itemid=9\">Retrato das Desigualdades de G\u00eanero e Ra\u00e7a com base em s\u00e9ries hist\u00f3ricas de 1995 a 2015 da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (Pnad), do IBGE<\/a>.<\/p>\n<p>2) As <strong>mulheres negras<\/strong> comp\u00f5em a parcela da popula\u00e7\u00e3o que mais sofre com o desemprego. Em 2015, 13,3% delas estavam nessa situa\u00e7\u00e3o, enquanto a taxa de desocupa\u00e7\u00e3o entre todos os homens do Brasil era de 7,8%. Os n\u00fameros tamb\u00e9m s\u00e3o do <a href=\"http:\/\/www.ipea.gov.br\/portal\/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=29526&amp;Itemid=9\">Retrato das Desigualdades de G\u00eanero e Ra\u00e7a com base em s\u00e9ries hist\u00f3ricas de 1995 a 2015 da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (Pnad)<\/a>, do IBGE.<\/p>\n<p>3) No mundo, <strong>sal\u00e1rios das mulheres s\u00e3o 24% inferiores aos de homens<\/strong> para a mesma fun\u00e7\u00e3o Os n\u00fameros s\u00e3o do relat\u00f3rio global <a href=\"http:\/\/www.onumulheres.org.br\/noticias\/relatorio-da-onu-mulheres-destaca-politica-economica-e-social-do-brasil-com-perspectiva-de-genero\/\">O <\/a><a href=\"http:\/\/www.onumulheres.org.br\/noticias\/relatorio-da-onu-mulheres-destaca-politica-economica-e-social-do-brasil-com-perspectiva-de-genero\/\">Progresso das Mulheres no Mundo 2015-2016: transformar as economias para realizar direitos<\/a>, da ONU Mulheres.<\/p>\n<p><strong>Representatividade pol\u00edtica<\/strong><\/p>\n<p>4) Apesar de serem a maioria da popula\u00e7\u00e3o, <a href=\"https:\/\/eleicoes.uol.com.br\/2014\/noticias\/2014\/10\/06\/cresce-numero-de-mulheres-eleitas-no-congresso-mas-fatia-ainda-e-de-so-10.htm\">as mulheres t\u00eam pouqu\u00edssima visibilidade nas cadeiras do Congresso Nacional<\/a>. <strong>A cada 100 deputados que ocupam a C\u00e2mara dos Deputados, apenas nove s\u00e3o mulheres. No Senado, elas s\u00e3o 13,6%<\/strong>. O cen\u00e1rio brasileiro \u00e9 pior que a m\u00e9dia dos pa\u00edses do Oriente M\u00e9dio, que contam com uma participa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica feminina de 16%.<\/p>\n<p><strong>Viol\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p>5) Em 2015, <strong>Brasil registrou uma den\u00fancia de viol\u00eancia contra mulher a cada sete minutos<\/strong>. <a href=\"http:\/\/brasil.estadao.com.br\/noticias\/geral,brasil-tem-1-denuncia-de-violencia-contra-a-mulher-a-cada-7-minutos,10000019981\">Os n\u00fameros s\u00e3o da Secretaria de Pol\u00edticas para as Mulheres da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica com base no banco de dados do Ligue 180<\/a>.<\/p>\n<p>6) <strong>Uma em cada tr\u00eas brasileiras sofreu algum tipo de viol\u00eancia em 2016<\/strong>. Os n\u00fameros s\u00e3o de uma pesquisa divulgada hoje pelo Instituto Datafolha e encomendada pelo F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a.\u00a0 Levantamento ainda identificou que 40% das mulheres acima de 16 anos sofreram algum tipo de ass\u00e9dio: coment\u00e1rios desrespeitosos na rua, ass\u00e9dio f\u00edsico em transporte p\u00fablico e ser beijada ou abordada sem consentimento. <a href=\"http:\/\/exame.abril.com.br\/brasil\/os-numeros-da-violencia-contra-mulheres-no-brasil\/\">Confira mais dados da pesquisa aqui<\/a>.<\/p>\n<p>7) <strong>O Brasil \u00e9 o quinto pa\u00eds do mundo que mais mata mulheres e fica atr\u00e1s apenas da R\u00fassia, Guatemala, Col\u00f4mbia e El Salvador. <\/strong>O pa\u00eds tem uma taxa de 4,8 mortes por 100.000 mulheres, <a href=\"http:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2015\/11\/06\/politica\/1446826193_178862.html\">segundo informa o Mapa da Viol\u00eancia 2015 &#8211; Homic\u00eddios de mulheres no Brasil.<\/a><\/p>\n<p>8) O racismo tamb\u00e9m comp\u00f5e o cen\u00e1rio da viol\u00eancia contra a mulher brasileira.\u00a0 Em 2015, o Mapa da Viol\u00eancia sobre homic\u00eddios entre o p\u00fablico feminino revelou que, <strong>de 2003 a 2013, o n\u00famero de assassinatos de mulheres negras cresceu 54%.<\/strong> <a href=\"http:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2015\/11\/06\/politica\/1446816654_549295.html?rel=mas\">Os n\u00fameros tamb\u00e9m s\u00e3o do Mapa da Viol\u00eancia 2015 &#8211; Homic\u00eddios de mulheres no Brasil. <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Existem v\u00e1rios \u201coitos de mar\u00e7o\u201d. 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