{"id":4580,"date":"2015-10-23T17:30:32","date_gmt":"2015-10-23T20:30:32","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sindypsipr.com.br\/site\/?p=4580"},"modified":"2015-10-23T17:30:32","modified_gmt":"2015-10-23T20:30:32","slug":"o-papel-dao-psicologao-na-luta-pela-dignidade-das-pessoas-trans","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.sindypsipr.com.br\/site\/o-papel-dao-psicologao-na-luta-pela-dignidade-das-pessoas-trans\/","title":{"rendered":"O papel da\/o psic\u00f3loga\/o na luta pela dignidade das pessoas trans"},"content":{"rendered":"<p><em>A transexualidade ainda \u00e9 considerada um transtorno mental pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS). O mesmo ocorria com a homossexualidade at\u00e9 1990. A falta de reconhecimento e a consequente nega\u00e7\u00e3o de direitos afetam diretamente a sa\u00fade mental dessa parcela da popula\u00e7\u00e3o. Onde se encaixa a\/o psic\u00f3loga\/o nesse contexto?<\/em><\/p>\n<figure id=\"attachment_4581\" aria-describedby=\"caption-attachment-4581\" style=\"width: 620px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-4581\" src=\"http:\/\/www.sindypsipr.com.br\/site\/..\/uploads\/2015\/10\/marcelo-900x600.jpg\" alt=\"Marcelo Caetano participou da terceira edi\u00e7\u00e3o do UFPR Fora do Arm\u00e1rio, realizado na faculdade de Direito da UFPR\" width=\"620\" height=\"413\" srcset=\"http:\/\/www.sindypsipr.com.br\/site\/..\/uploads\/2015\/10\/marcelo-900x600.jpg 900w, http:\/\/www.sindypsipr.com.br\/site\/..\/uploads\/2015\/10\/marcelo-300x200.jpg 300w, http:\/\/www.sindypsipr.com.br\/site\/..\/uploads\/2015\/10\/marcelo.jpg 1600w\" sizes=\"auto, (max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-4581\" class=\"wp-caption-text\">Marcelo Caetano participou da terceira edi\u00e7\u00e3o do UFPR Fora do Arm\u00e1rio, realizado na faculdade de Direito da UFPR<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Dia Internacional pela Despatologiza\u00e7\u00e3o da Transexualidade \u00e9 comemorado, em 2015, no dia 24 de outubro. Anualmente, a campanha mundial Stop Trans Pathologization (STP) seleciona um dia para dar mais visibilidade a essa pauta t\u00e3o importante. A transexualidade (condi\u00e7\u00e3o de algu\u00e9m cuja identidade de g\u00eanero n\u00e3o se enquadra no g\u00eanero que lhe foi assinalado ao nascimento) ainda \u00e9 considerada um transtorno mental na Classifica\u00e7\u00e3o Internacional de Doen\u00e7as (CID). O mesmo ocorria com a homossexualidade at\u00e9 1990.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para o estudante de Ci\u00eancia Pol\u00edtica da Universidade de Bras\u00edlia (UnB) e ativista da luta trans, Marcelo Caetano, a patologiza\u00e7\u00e3o das identidades de g\u00eanero trans acaba por negar o direito \u00e0 humanidade a essa parcela da popula\u00e7\u00e3o. \u201cDizer que essa identidade \u00e9 uma doen\u00e7a significa dizer que h\u00e1 algo errado em existir dessa forma, que houve um erro, um desvio. A medicina tenta provar se esse erro \u00e9 gen\u00e9tico, neurol\u00f3gico, se tem origem embrion\u00e1ria\u2026 S\u00e3o muitas as hip\u00f3teses, mas todas elas consideram que a identidade trans \u00e9 um desvio no caminho de um ser saud\u00e1vel\u201d, critica Marcelo, primeiro transexual que obteve o direito de utilizar o nome social dentro da Universidade de Bras\u00edlia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A patologiza\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o trans abre pretexto, segundo Marcelo, para que n\u00e3o sejam desenvolvidas pol\u00edticas de revers\u00e3o a cen\u00e1rios alarmantes, como o fato de nove entre dez mulheres trans viverem da prostitui\u00e7\u00e3o. \u201cEsse n\u00famero \u00e9 um esc\u00e2ndalo, ele demonstra a cat\u00e1strofe produzida pela transfobia, que \u00e9 justificada pela ci\u00eancia m\u00e9dica. Esse processo de patologiza\u00e7\u00e3o \u00e9, no final das contas, a pr\u00f3pria origem do abismo em termos de direitos e acesso a pol\u00edticas com que as pessoas trans se deparam hoje\u201d, afirma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E qual seria o papel da Psicologia nesse cen\u00e1rio? Para Marcelo, o processo de verifica\u00e7\u00e3o da identidade trans, operado especialmente pelos saberes Psi, usam como \u201cmodelo\u201d a identidade cisg\u00eanera (cen\u00e1rio em que a identidade de g\u00eanero da pessoa se adequa ao g\u00eanero que lhe foi designado no nascimento). A Psicologia precisaria reformular, de acordo com o estudante, as possibilidades de colaborar para a emancipa\u00e7\u00e3o desses corpos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cPessoas trans, muitas vezes, t\u00eam uma experi\u00eancia de sofrimento que poderia se beneficiar de pr\u00e1ticas de cuidado, afinal de contas, a transfobia \u00e9 um motor de sofrimento mental. Mas essas pessoas precisam ser enxergadas como pessoas, com quest\u00f5es m\u00faltiplas, diferentes viv\u00eancias. Pessoas trans n\u00e3o s\u00e3o apenas isso, s\u00e3o uma multiplicidade de coisas que precisa de aten\u00e7\u00e3o e cuidados. Ent\u00e3o, \u00e9 preciso compreender isso na hora de pensar as pr\u00e1ticas da Psicologia\u201d, sugere Marcelo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A sa\u00fade mental da popula\u00e7\u00e3o LGBT<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para falar sobre a sa\u00fade mental da popula\u00e7\u00e3o de l\u00e9sbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT), o psic\u00f3logo e assessor sindical do Sindypsi PR, Cesar Fernandes (CRP 08\/16715), foi convidado para participar, ao lado de Marcelo Caetano, do semin\u00e1rio UFPR Fora do Arm\u00e1rio, realizado pelo Partido Acad\u00eamico Renovador (PAR), do curso de Direito da Universidade Federal do Paran\u00e1, na manh\u00e3 da sexta-feira do dia 16. Cesar abordou o poder exercido pelos saberes m\u00e9dicos e psicol\u00f3gicos na patologiza\u00e7\u00e3o e estigmatiza\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o LGBT.<\/p>\n<figure id=\"attachment_4582\" aria-describedby=\"caption-attachment-4582\" style=\"width: 620px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-4582\" src=\"http:\/\/www.sindypsipr.com.br\/site\/..\/uploads\/2015\/10\/debate-saude-mental-900x600.jpg\" alt=\"Debate Sa\u00fade Mental e popula\u00e7\u00e3o LGBT, na terceira edi\u00e7\u00e3o do semin\u00e1rio UFPR Fora do Arm\u00e1rio\" width=\"620\" height=\"413\" srcset=\"http:\/\/www.sindypsipr.com.br\/site\/..\/uploads\/2015\/10\/debate-saude-mental-900x600.jpg 900w, http:\/\/www.sindypsipr.com.br\/site\/..\/uploads\/2015\/10\/debate-saude-mental-300x200.jpg 300w, http:\/\/www.sindypsipr.com.br\/site\/..\/uploads\/2015\/10\/debate-saude-mental.jpg 1600w\" sizes=\"auto, (max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-4582\" class=\"wp-caption-text\">Debate Sa\u00fade Mental e popula\u00e7\u00e3o LGBT, na terceira edi\u00e7\u00e3o do semin\u00e1rio UFPR Fora do Arm\u00e1rio<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cesar fez um resgate sobre a fun\u00e7\u00e3o do saber m\u00e9dico e das institui\u00e7\u00f5es hospitalares na defini\u00e7\u00e3o do que se encaixa na normalidade. \u201cO hospital sempre teve a fun\u00e7\u00e3o de acolhimento. Mas, com o passar do tempo, este espa\u00e7o tamb\u00e9m come\u00e7ou a exercer a fun\u00e7\u00e3o de recolhimento e higieniza\u00e7\u00e3o social. No s\u00e9culo XVII, o hospital ocupou um terceiro espa\u00e7o entre a Pol\u00edcia e a Justi\u00e7a em um processo de \u201climpeza\u201d de camadas exclu\u00eddas da sociedade. Prostitutas, hereges, alquimistas, \u00f3rf\u00e3os e as pessoas homossexuais e transexuais eram internadas. O m\u00e9dico era o respons\u00e1vel por dirigir estes espa\u00e7os com um tr\u00edplice poder: o de denunciar, julgar e executar o recolhimento\u201d, recorda Cesar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A concord\u00e2ncia entre sexo biol\u00f3gico, g\u00eanero e orienta\u00e7\u00e3o sexual, normatizada pela heterossexualidade e cisgeneridade , que, segundo Cesar, perdura at\u00e9 os dias de hoje, d\u00e1 legitimidade \u00e0 ideia de que apenas esse arranjo \u00e9 leg\u00edtimo. \u201cEsse processo de naturaliza\u00e7\u00e3o transforma em doen\u00e7a qualquer desarranjo. A partir disso, \u00e9 criado um processo de estigmatiza\u00e7\u00e3o, que \u00e9 quando a pessoa tem uma caracter\u00edstica pontual que \u00e9 socialmente invalidada e deslegitimada, e isso se torna a caracter\u00edstica geral da pessoa, como se a ela fosse s\u00f3 aquilo\u201d, explica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 nesse sentido que se encaixa a fala de Marcelo Caetano, homem trans, estudante de Ci\u00eancia Pol\u00edcia da UnB e militante da causa LGBT. Para ele, a sociedade produz desigualdades em torno da quest\u00e3o do corpo, ou, como ele menciona, sobre a \u201cideia de corpos prec\u00e1rios\u201d. \u201cO corpo define os sujeitos que t\u00eam direitos e os que n\u00e3o t\u00eam. Essas demarca\u00e7\u00f5es v\u00eam inseridas no corpo, em determinadas marcas que s\u00e3o carregadas a partir do corpo. Eu, a princ\u00edpio, n\u00e3o carrego nada que diga que eu sou uma pessoa trans, mas por ter nascido com determinado corpo, o mundo diz que eu sou uma pessoa que deve se submeter a uma s\u00e9rie de precariedades\u201d, aponta Marcelo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Marcelo entende a patologiza\u00e7\u00e3o da transexualidade como uma quest\u00e3o pol\u00edtica que controla os corpos. Esse dom\u00ednio, de acordo com o estudante, recai mais fortemente nos corpos que s\u00e3o mais prec\u00e1rios seja por quest\u00e3o de ra\u00e7a, de classe ou de localidade. \u201cPor exemplo, um corpo trans branco com ensino superior completo \u00e9 muito diferente de um corpo trans negro que n\u00e3o conseguiu terminar o ensino fundamental. Esse cen\u00e1rio se reverte em pr\u00e1ticas concretas definidas pela maneira como n\u00f3s somos corporalmente\u201d, exemplifica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade mental da popula\u00e7\u00e3o LGBT, Marcelo questiona a ideia de que h\u00e1 corpos que precisam ser protegidos de outros corpos, cuja exist\u00eancia precisa ser exterminada. Exemplo desse pensamento seria o discurso de \u00f3dio de fundamentalistas religiosos contra a popula\u00e7\u00e3o LGBT. \u201cDificilmente algu\u00e9m vai falar disso abertamente, mas a pr\u00e1tica pol\u00edtica de algumas institui\u00e7\u00f5es t\u00eam esse efeito. \u00c9 muito cruel que existam \u00edndices de suic\u00eddios t\u00e3o altos dentro da popula\u00e7\u00e3o LGBT. Essa \u00e9 uma forma de controle que, aparentemente, deixa as pessoas com as m\u00e3os limpas\u201d, confronta Marcelo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-4583\" src=\"http:\/\/www.sindypsipr.com.br\/site\/..\/uploads\/2015\/10\/cesar-200x300.jpg\" alt=\"cesar\" width=\"200\" height=\"300\" srcset=\"http:\/\/www.sindypsipr.com.br\/site\/..\/uploads\/2015\/10\/cesar-200x300.jpg 200w, http:\/\/www.sindypsipr.com.br\/site\/..\/uploads\/2015\/10\/cesar-600x900.jpg 600w, http:\/\/www.sindypsipr.com.br\/site\/..\/uploads\/2015\/10\/cesar.jpg 1067w\" sizes=\"auto, (max-width: 200px) 100vw, 200px\" \/>Cesar ressalta que, com o boom, nos anos 1980, do HIV\/Aids no Brasil, o discurso m\u00e9dico contribuiu para a estigmatiza\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o LGBT. Por conta disso, criou-se a cultura de falar predominantemente da sa\u00fade sexual de l\u00e9sbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, menosprezando uma parte importante da sa\u00fade dessa parcela da popula\u00e7\u00e3o: a sa\u00fade mental. \u201cPor isso s\u00e3o necess\u00e1rias pol\u00edticas p\u00fablicas de aten\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade integral desse segmento, e n\u00e3o s\u00f3 \u00e0 sa\u00fade sexual. Essa \u00e9 s\u00f3 uma parte do que somos\u201d, aponta Cesar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E como essa aus\u00eancia de legitimidade afeta a sa\u00fade mental das pessoas LGBTs? Para Cesar, esse segmento da popula\u00e7\u00e3o se sente marginalizado na medida em que tem sua experi\u00eancia de vida contestada, colocada em um patamar de n\u00e3o leg\u00edtimo. \u201cA incessantes disputa por legitimidade promove uma inseguran\u00e7a muito grave para a popula\u00e7\u00e3o LGBT, n\u00e3o s\u00f3 jur\u00eddica, mas tamb\u00e9m emocional\u201d, explica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A sa\u00edda para esse cen\u00e1rio seria as lutas pela despatologiza\u00e7\u00e3o da transexualidade e o fomento a espa\u00e7os de orgulho LGBT. \u201c\u00c9 importante ressaltar que n\u00e3o \u00e9 a viv\u00eancia da nossa sexualidade que nos causa problemas. \u00c9 a incapacidade da sociedade em reconhecer a comunidade LGBT como leg\u00edtima. Isso sim adoece\u201d, finaliza.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A transexualidade ainda \u00e9 considerada um transtorno mental pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS). O mesmo ocorria com a homossexualidade at\u00e9 1990. A falta de reconhecimento e a consequente nega\u00e7\u00e3o de direitos afetam diretamente a sa\u00fade mental dessa parcela da popula\u00e7\u00e3o. Onde se encaixa a\/o psic\u00f3loga\/o nesse contexto? O Dia Internacional pela Despatologiza\u00e7\u00e3o da Transexualidade <\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":4582,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-4580","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.sindypsipr.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4580","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.sindypsipr.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.sindypsipr.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.sindypsipr.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.sindypsipr.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4580"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/www.sindypsipr.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4580\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4584,"href":"http:\/\/www.sindypsipr.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4580\/revisions\/4584"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.sindypsipr.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4582"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.sindypsipr.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4580"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.sindypsipr.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4580"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.sindypsipr.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4580"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}