{"id":4504,"date":"2015-09-28T16:52:23","date_gmt":"2015-09-28T19:52:23","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sindypsipr.com.br\/site\/?p=4504"},"modified":"2015-09-28T16:53:41","modified_gmt":"2015-09-28T19:53:41","slug":"assedio-moral-no-trabalho-um-crime-marcado-por-silencio-e-sofrimento","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.sindypsipr.com.br\/site\/assedio-moral-no-trabalho-um-crime-marcado-por-silencio-e-sofrimento\/","title":{"rendered":"Ass\u00e9dio moral no trabalho, um crime marcado por sil\u00eancio e sofrimento"},"content":{"rendered":"<p><em>O Sindypsi PR produziu uma s\u00e9rie de mat\u00e9rias chamada Chega de Sil\u00eancio para falar sobre o ass\u00e9dio moral no local de trabalho, crime que, apesar de frequente, ainda precisa de mais aten\u00e7\u00e3o. A primeira mat\u00e9ria aborda a natureza do ass\u00e9dio moral, suas consequ\u00eancias e como identific\u00e1-lo, al\u00e9m de refletir sobre os desafios para que essa pr\u00e1tica seja superada. As outras duas mat\u00e9rias ser\u00e3o publicadas semanalmente e v\u00e3o tratar do ass\u00e9dio moral sofrido pelas\/os psic\u00f3logas\/os, pelas mulheres e pelas pessoas LGBTs. Boa leitura!<\/em><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-4507\" src=\"http:\/\/www.sindypsipr.com.br\/site\/..\/uploads\/2015\/09\/sindypsi_meme_assedio_moral-884x900.jpg\" alt=\"sindypsi_meme_assedio_moral\" width=\"620\" height=\"631\" srcset=\"http:\/\/www.sindypsipr.com.br\/site\/..\/uploads\/2015\/09\/sindypsi_meme_assedio_moral-884x900.jpg 884w, http:\/\/www.sindypsipr.com.br\/site\/..\/uploads\/2015\/09\/sindypsi_meme_assedio_moral-294x300.jpg 294w, http:\/\/www.sindypsipr.com.br\/site\/..\/uploads\/2015\/09\/sindypsi_meme_assedio_moral-36x36.jpg 36w, http:\/\/www.sindypsipr.com.br\/site\/..\/uploads\/2015\/09\/sindypsi_meme_assedio_moral.jpg 2000w\" sizes=\"auto, (max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><br \/>\n\u00c9 dif\u00edcil encontrar alguma trabalhadora ou trabalhador que n\u00e3o tenha vivenciado situa\u00e7\u00f5es de press\u00e3o e constrangimento no ambiente de trabalho. A competitividade, o ritmo acelerado e as exig\u00eancias do mercado muitas vezes s\u00e3o tratadas como caracter\u00edsticas naturais do mundo do trabalho. N\u00e3o raro, um determinado \u201climite\u201d \u00e9 violado e as trabalhadoras e os trabalhadores s\u00e3o expostos a situa\u00e7\u00f5es constantes de humilha\u00e7\u00e3o. A estes casos se d\u00e1 o nome de ass\u00e9dio moral.<\/p>\n<p>O cen\u00e1rio econ\u00f4mico e pol\u00edtico ressalta a preocupa\u00e7\u00e3o com essa tem\u00e1tica. Em nome da produtividade e da manuten\u00e7\u00e3o dos lucros, as empresas e corpora\u00e7\u00f5es tendem a cobrar mais dos trabalhadores e das trabalhadoras em \u00e9pocas de crise. Foi a essa resultado que chegou o Tribunal Regional do Trabalho do estado de S\u00e3o Paulo. Um levantamento feito pelo \u00f3rg\u00e3o aponta que <a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/sp\/sao-carlos-regiao\/noticia\/2015\/05\/com-crise-casos-de-assedio-moral-disparam-e-crescem-47-no-interior.html\" target=\"_blank\">o n\u00famero de casos de ass\u00e9dio moral cresceu 47% em 2014 no estado de S\u00e3o Paulo<\/a>. \u00c9 importante que as trabalhadoras e os trabalhadores estejam atentos a algumas condutas para manter um ambiente de trabalho no m\u00ednimo saud\u00e1vel.<\/p>\n<p>De acordo com tr\u00eas dos maiores estudiosos brasileiros de ass\u00e9dio moral, ele \u201c\u00e9 uma conduta abusiva, intencional, frequente e repetida, que ocorre no ambiente de trabalho e que visa diminuir, humilhar, vexar, constranger, desqualificar e demolir psiquicamente um indiv\u00edduo ou um grupo, degradando as suas condi\u00e7\u00f5es de trabalho, atingindo a sua dignidade e colocando em risco a sua integridade pessoal e profissional\u201d. A defini\u00e7\u00e3o \u00e9 de Maria Ester Freitas, Jos\u00e9 Roberto Heloani e Margarida Barreto, especialistas no tema.<\/p>\n<p>A cartilha Ass\u00e9dio Moral e Sexual no Trabalho, publicada pelo Minist\u00e9rio do Trabalho e Emprego em 2013, pontua algumas condutas que podem ser enquadradas como ass\u00e9dio moral. Amea\u00e7ar a\/o empregada\/o quanto \u00e0 perda do emprego, chamar de incompetente, desmoralizar o\/a trabalhador\/a publicamente, repetir a mesma ordem diversas vezes at\u00e9 desestabilizar a\/o funcion\u00e1ria\/o e espalhar boatos que atentem \u00e0 dignidade do outro s\u00e3o atitudes t\u00edpicas de um\/a assediador\/a.<\/p>\n<p><strong>O ass\u00e9dio como instrumento de gest\u00e3o de pessoas<\/strong><\/p>\n<figure id=\"attachment_4505\" aria-describedby=\"caption-attachment-4505\" style=\"width: 199px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-4505 size-medium\" src=\"http:\/\/www.sindypsipr.com.br\/site\/..\/uploads\/2015\/09\/psicoloca_fernanda_zanin-199x300.jpg\" alt=\"Fernanda Zanin, psic\u00f3loga especialista em sa\u00fade do trabalhador e integrante da Diretoria do Sindypsi PR  Foto: Annelize Tozetto  \" width=\"199\" height=\"300\" srcset=\"http:\/\/www.sindypsipr.com.br\/site\/..\/uploads\/2015\/09\/psicoloca_fernanda_zanin-199x300.jpg 199w, http:\/\/www.sindypsipr.com.br\/site\/..\/uploads\/2015\/09\/psicoloca_fernanda_zanin-599x900.jpg 599w, http:\/\/www.sindypsipr.com.br\/site\/..\/uploads\/2015\/09\/psicoloca_fernanda_zanin.jpg 1332w\" sizes=\"auto, (max-width: 199px) 100vw, 199px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-4505\" class=\"wp-caption-text\">Fernanda Zanin, psic\u00f3loga especialista em sa\u00fade do trabalhador e integrante da Diretoria do Sindypsi PR<br \/> Foto: Annelize Tozetto<\/figcaption><\/figure>\n<p>A psic\u00f3loga e especialista em sa\u00fade do trabalhador, Fernanda Zanin (CRP 08\/15746), explica que a identifica\u00e7\u00e3o de um caso de ass\u00e9dio moral \u00e9 complexa pois, uma vez que essa pr\u00e1tica \u00e9 naturalizada, se torna dif\u00edcil reconhecer o que deve e o que n\u00e3o deve ser permitido. Por outro lado, Fernanda alerta que s\u00e3o frequentes os casos em que a empresa utiliza a pr\u00e1tica do ass\u00e9dio moral como ferramenta da gest\u00e3o de pessoas.<\/p>\n<p>\u201cAlgumas empresas organizam rankings dos trabalhadores que superaram, dos que atingiram e dos que n\u00e3o conseguiram cumprir a meta para, depois, em reuni\u00f5es, obrigarem os funcion\u00e1rios que n\u00e3o chegaram \u00e0 meta a dar o seu relato. Isso \u00e9 uma exposi\u00e7\u00e3o deliberada ao constrangimento. O ass\u00e9dio moral est\u00e1 banalizado porque muitas vezes ele faz parte da pr\u00f3pria gest\u00e3o de pessoas\u201d, releva Fernanda.<\/p>\n<p>Este ambiente emocionalmente ca\u00f3tico se manifesta de v\u00e1rias formas nas trabalhadoras e nos trabalhadores. A rea\u00e7\u00e3o da v\u00edtima pode envolver tristeza, choro, baixa auto-estima, ins\u00f4nia, depress\u00e3o, sentimento de inutilidade, vontade de vingan\u00e7a e, em casos mais graves, at\u00e9 ideias de suic\u00eddio.<\/p>\n<p>Para Fernanda, parte dos trabalhadores tendem a incorporar certos discursos das empresas e dos empregadores, algo que pode aumentar a sensa\u00e7\u00e3o de incompet\u00eancia. \u201cNo Brasil, mesmo fora do ambiente de trabalho, h\u00e1 essa no\u00e7\u00e3o de que, se voc\u00ea n\u00e3o conseguiu, voc\u00ea foi incompetente. Temos muito forte aquela ideia de \u2018tente outra vez\u2019. \u00c9 preciso parar e pensar at\u00e9 onde voc\u00ea pode ir e o que voc\u00ea vai permitir que fa\u00e7am com voc\u00ea\u201d, ressalta a psic\u00f3loga.<\/p>\n<p>Colocar-se no lugar do outro e olhar mais atentamente para que est\u00e1 ao lado \u00e9 uma das dicas que Fernanda d\u00e1 para as trabalhadoras e os trabalhadores, mas a psic\u00f3loga alerta: o enfrentamento ao ass\u00e9dio moral tamb\u00e9m exige uma mudan\u00e7a estrutural no mundo do trabalho. \u201cMudar o senso comum exige que se mude toda a estrutura desse sistema econ\u00f4mico que \u00e9 meritocr\u00e1tico, marcado pela exig\u00eancia de alcance das metas. Nesse sistema, se voc\u00ea n\u00e3o atingiu o objetivo colocado pela empresa, a culpa \u00e9 sua. Se tiv\u00e9ssemos outra perspectiva, ou outro sistema, existiria tamb\u00e9m uma sensibilidade maior para esses casos\u201d, defende.<\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea est\u00e1 sendo exposta\/o a alguma situa\u00e7\u00e3o parecida? Saiba com quem entrar em contato:<\/strong><\/p>\n<figure id=\"attachment_4506\" aria-describedby=\"caption-attachment-4506\" style=\"width: 319px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-4506\" src=\"http:\/\/www.sindypsipr.com.br\/site\/..\/uploads\/2015\/09\/cartilha_assedio_moral.jpg\" alt=\"Cartilha Ass\u00e9dio Moral e Sexual no Trabalho, do Minist\u00e9rio do Trabalho e Emprego\" width=\"319\" height=\"517\" srcset=\"http:\/\/www.sindypsipr.com.br\/site\/..\/uploads\/2015\/09\/cartilha_assedio_moral.jpg 319w, http:\/\/www.sindypsipr.com.br\/site\/..\/uploads\/2015\/09\/cartilha_assedio_moral-185x300.jpg 185w\" sizes=\"auto, (max-width: 319px) 100vw, 319px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-4506\" class=\"wp-caption-text\">Cartilha Ass\u00e9dio Moral e Sexual no Trabalho, do Minist\u00e9rio do Trabalho e Emprego<\/figcaption><\/figure>\n<p>N\u00e3o pense duas vezes antes de entrar em contato com Sindicato dos Psic\u00f3logos do Paran\u00e1 caso voc\u00ea esteja sendo submetida\/o ao ass\u00e9dio moral. Conte com a gente para mais esta luta!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Sindypsi PR produziu uma s\u00e9rie de mat\u00e9rias chamada Chega de Sil\u00eancio para falar sobre o ass\u00e9dio moral no local de trabalho, crime que, apesar de frequente, ainda precisa de mais aten\u00e7\u00e3o. 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