{"id":3581,"date":"2014-11-20T09:24:19","date_gmt":"2014-11-20T12:24:19","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sindypsipr.com.br\/site\/?p=3581"},"modified":"2014-11-22T14:24:50","modified_gmt":"2014-11-22T17:24:50","slug":"20-de-novembro-a-psicologia-e-a-luta-contra-o-racismo-2","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.sindypsipr.com.br\/site\/20-de-novembro-a-psicologia-e-a-luta-contra-o-racismo-2\/","title":{"rendered":"20 de Novembro: A Psicologia e a luta contra o racismo."},"content":{"rendered":"<p>Confira o artigo: Consci\u00eancia Negra, Rela\u00e7\u00f5es Raciais e a Psicologia<!--more--><\/p>\n<p><em>por Michely Ribeiro da Silva*<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">\u201cA carne mais barata do mercado \u00e9 a carne negra.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Que vai de gra\u00e7a pro pres\u00eddio<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">e para debaixo de pl\u00e1stico.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Que vai de gra\u00e7a pro subemprego<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">e pros hospitais psiqui\u00e1tricos.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">A carne mais barata do mercado \u00e9 a carne negra\u201d<\/p>\n<p>A m\u00fasica \u201cA Carne\u201d de Seu Jorge, Marcelo Yuca e Wilson Capellette, interpretada por Elza Soares, evidencia uma trajet\u00f3ria e constata\u00e7\u00e3o da realidade vivenciada pelas popula\u00e7\u00f5es negras brasileiras em um contexto marcante diante das iniq\u00fcidades para com esses indiv\u00edduos.<\/p>\n<p>A realidade das popula\u00e7\u00f5es negras brasileiras tem mudado ao longo do passar dos anos muito por conta da interven\u00e7\u00e3o dos movimentos sociais negros, no processo de reivindica\u00e7\u00e3o de garantia de direitos por parte do poder p\u00fablico, que por sua vez acaba por pautar a sociedade sobre as disparidades em diversos segmentos populacionais, ancoradas pelo debate das rela\u00e7\u00f5es raciais.<\/p>\n<p>Tem-se no Brasil, de acordo com dados do CENSO[1] de 2010 do IBGE, que 50,7% da popula\u00e7\u00e3o brasileira pertence ao segmento racial negro (compreendendo pretos e pardos). Independentemente do \u00edndice de maior representatividade no pa\u00eds, a mesma apresenta significativas desvantagens do restante da popula\u00e7\u00e3o como ocupa\u00e7\u00e3o, emprego, renda familiar, alfabetiza\u00e7\u00e3o, anos de estudo e acesso \u00e0 sa\u00fade.<\/p>\n<p>Na tentativa de compreender como ocorre a din\u00e2mica racial no Brasil, diversos autores enfatizam a inser\u00e7\u00e3o do negro na sociedade tendo como ponto de partida o per\u00edodo da escravid\u00e3o. Desde que a ocupa\u00e7\u00e3o do pa\u00eds ocorreu e fora colonizada com m\u00e3o de obra escravizada para realiza\u00e7\u00e3o das atividades, e partindo dessas a miscigena\u00e7\u00e3o e incorpora\u00e7\u00e3o de elementos da cultura africana na cultura brasileira, Freyre[2] desenvolve o conceito de \u201cdemocracia racial\u201d defendendo a supera\u00e7\u00e3o de desigualdades decorridas das diferen\u00e7as raciais.<\/p>\n<p>Compreende-se que o processo de inser\u00e7\u00e3o do negro na sociedade brasileira da \u00e9poca, n\u00e3o ocorreu de forma plenamente passiva e pac\u00edfica como o explicitado por Freyre. E nessa perspectiva, para superar o mito dessa \u201cdemocracia racial\u201d, Florestan Fernandes[3]enfatiza que no Brasil existe uma discrimina\u00e7\u00e3o disfar\u00e7ada, onde \u00e9 priorizado o discurso igualit\u00e1rio, sem atentar-se \u00e0 necessidade de que para que a igualdade ocorra entre diferentes, h\u00e1 necessidade da eq\u00fcidade. Destaca ainda que o fim do regime escravagista n\u00e3o significou o fim do preconceito, e que as imagens negativas em rela\u00e7\u00e3o aos escravizados conservam-se como caracter\u00edsticas intr\u00ednsecas da popula\u00e7\u00e3o negra.<\/p>\n<p>Nesse sentido \u00e9 percept\u00edvel que a heran\u00e7a escravagista na forma\u00e7\u00e3o do povo brasileiro nega o preconceito, fazendo com que, apesar dos diversos estudos e formas de se relacionar, as rela\u00e7\u00f5es raciais sejam pautadas de forma discriminat\u00f3ria, estabelecendo rela\u00e7\u00f5es disfar\u00e7adas e o racismo se torna um gritante negado e negligenciado.<\/p>\n<p>O conceito de racismo adotado por Essed [4] traz a defini\u00e7\u00e3o do fen\u00f4meno como uma ideologia, uma estrutura e um processo, atrav\u00e9s do qual determinados grupos, tendo por base caracter\u00edsticas biol\u00f3gicas e culturais verdadeiras ou atribu\u00eddas, s\u00e3o percebidos como grupos \u00e9tnicos diferentes e inferiores. Essas diferen\u00e7as identificadas s\u00e3o utilizadas, posteriormente, como fundamentos l\u00f3gicos para a exclus\u00e3o dos membros desses grupos no que se refere ao acesso a recursos materiais e n\u00e3o materiais. O autor ressalta que o racismo sempre envolve conflito entre grupos a respeito de recursos culturais e materiais. Sendo assim passa a acontecer pelas regras, pr\u00e1ticas e percep\u00e7\u00f5es individuais, mesmo que por defini\u00e7\u00e3o n\u00e3o seja uma caracter\u00edstica de indiv\u00edduos. Dessa maneira tem-se que combater o racismo n\u00e3o \u00e9 uma atividade individual, mas sim de cunho ideol\u00f3gico, por operar atrav\u00e9s das rela\u00e7\u00f5es culturais e sociais.<\/p>\n<p>O racismo \u00e9 uma express\u00e3o violenta da diferen\u00e7a, por partir das desconstru\u00e7\u00e3o e, portanto, da elimina\u00e7\u00e3o do outro, baseada na suposta inferioridade do outro e de outras etnias. Nesse sentido desconsiderar o que negros e negras sentem e apresentam\/relatam, significa eliminar do campo direto de an\u00e1lise, porque esse sentimento \u00e9 inferior aos outros tidos como referenciais na forma\u00e7\u00e3o de vida ancorada em uma sociedade de padr\u00f5es racistas, e forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica que n\u00e3o apresenta as diversidades \u00e9tnicas e raciais como determinantes do processo sa\u00fade-doen\u00e7a. A isso damos o nome de racismo institucional, que \u00e9 o fracasso das institui\u00e7\u00f5es e organiza\u00e7\u00f5es em prover um servi\u00e7o profissional e adequado \u00e0s pessoas por causa de sua cor, cultura, origem racial ou \u00e9tnica, que se manifestam atrav\u00e9s por meio de normas, pr\u00e1ticas e comportamentos discriminat\u00f3rios adotados no cotidiano de trabalho, resultantes da ignor\u00e2ncia, falta de aten\u00e7\u00e3o, preconceito ou de estere\u00f3tipo racistas.<\/p>\n<p>Como discurso na ideologia dominante, n\u00e3o \u00e9 reconhecido que o racismo seja um problema estrutural[5], mas sim uma cren\u00e7a e a\u00e7\u00f5es que ap\u00f3iam de forma aberta o ide\u00e1rio de hierarquias com base na gen\u00e9tica ou na biologia entre os grupos de pessoas. A dificuldade encontrada nessas defini\u00e7\u00f5es restritas de racismo \u00e9 que elas fingem n\u00e3o observar a maneira expressiva com a qual o racismo se manifestou e tem se manifestado. A compreens\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es de desigualdades \u00e9 perpassada necessariamente pelo reconhecimento do racismo enquanto um constructo social, e, portanto um determinante social em sa\u00fade. E nesse sentido pode-se ampliar e avan\u00e7ar no campo da Psicologia para promo\u00e7\u00e3o dos direitos humanos, fundamentando-se no princ\u00edpio da igualdade.<\/p>\n<p>A culturaliza\u00e7\u00e3o do racismo contribui para a consolida\u00e7\u00e3o da substitui\u00e7\u00e3o do determinismo biol\u00f3gico pelo determinismo cultural. Sendo assim as culturas que se diferenciarem da cultura dominante vigente, s\u00e3o tidas como problem\u00e1ticas e geralmente atrasadas, e ou segregacionistas quando em posicionamento pol\u00edtico decidem por evidenciar e publicizar tais iniq\u00fcidades.<\/p>\n<p>A constru\u00e7\u00e3o de uma na\u00e7\u00e3o que seja livre e soberana e solid\u00e1ria, se configura enquanto o direito de todas as pessoas possam exercer de forma ativa sua cidadania. Para tal h\u00e1 necessidade de um processo de conhecimento das devidas situa\u00e7\u00f5es que levam \u00e0 constru\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica de cada processo vivenciado. Sendo assim se faz importante conhecer de onde vem o processo de racismo que se encontra posto na sociedade.<\/p>\n<p>Visto que o racismo, assim como todas as nossas viv\u00eancias encontram-se enquanto fruto da intera\u00e7\u00e3o entre as pessoas, e, portanto \u00e9 apreendido ao longo do processo de constru\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica, h\u00e1 necessidade de que a Psicologia desempenhe papel central nesse debate. A ci\u00eancia psicol\u00f3gica pode contribuir no reconhecimento e interpreta\u00e7\u00e3o do sofrimento da popula\u00e7\u00e3o negra. E nesse sentido h\u00e1 necessidade de se debru\u00e7ar sobre tem\u00e1ticas distintas das \u201ccl\u00e1ssicas\u201d, e visualizar seu potencial de contribuir no di\u00e1logo com outras ci\u00eancias sobre a import\u00e2ncia do olhar m\u00faltiplo para a promo\u00e7\u00e3o do bem estar nas rela\u00e7\u00f5es sociais. A ideologia racista manifesta-se por meio das rela\u00e7\u00f5es interpessoais presentes no dia a dia (trabalho, fam\u00edlia, religi\u00e3o, espa\u00e7os de lazer, escolas, entre outros). Essas representa\u00e7\u00f5es sociais permeiam o imagin\u00e1rio coletivo, cristalizando e perpetuando pr\u00e1ticas discriminat\u00f3rias.<\/p>\n<p>Por essa compreens\u00e3o dos determinantes das desigualdades e enfrentamento das iniquidades raciais, h\u00e1 necessidade de uma leitura psicossocial. Com base nisso, a categoria de psic\u00f3logos e psic\u00f3logas brasileiras n\u00e3o pode ficar alheia \u00e0s pol\u00edticas p\u00fablicas de igualdade racial, constituindo-se como importante estrat\u00e9gia para a sa\u00fade coletiva.<\/p>\n<p>Na semana de comemora\u00e7\u00e3o do Dia da Consci\u00eancia Negra promover o debate \u00e9 importante instrumento para que<\/p>\n<p>Se n\u00f3s come\u00e7armos a pensar nossas pr\u00e1ticas atrav\u00e9s do reconhecimento das desigualdades raciais, na produ\u00e7\u00e3o do processo terap\u00eautico de indiv\u00edduos, teremos a possibilidade de promo\u00e7\u00e3o da auto-cr\u00edtica e ressignifica\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o das mazelas sociais, e o impacto disso em nosso trabalho cotidiano.<\/p>\n<p>Para finalizar cabe realizar cita\u00e7\u00e3o de Kabengele Munanga:<\/p>\n<blockquote><p>\u201cA Psicologia brasileira \u00e9 uma \u00e1rea que teria muito a contribuir na produ\u00e7\u00e3o do conhecimento sobre o racismo e suas conseq\u00fc\u00eancias na estrutura ps\u00edquica tanto dos indiv\u00edduos v\u00edtimas, como dos discriminadores. Se os comportamentos sociais numa sociedade racista como a nossa podem ser objeto de um olhar interdisciplinar, cabe a cada disciplina implicada dar a sua contribui\u00e7\u00e3o dentro de sua especificidade, tornando-se ipso facto, auxiliar e complementar das disciplinas afins. No que toque aos estudos sobre o negro no Brasil, iniciados h\u00e1 mais de 100 anos, com os trabalhos pioneiros de Raimundo Nina Rodrigues, observa-se quantitativamente uma dist\u00e2ncia muito grande entre as ci\u00eancias sociais e a psicologia que, na sua especificidade, teria auxiliado as primeiras a captar os fen\u00f4menos ps\u00edquicos do racismo, sobre os quais elas n\u00e3o tem dom\u00ednio metodol\u00f3gico.\u201d[6]<\/p><\/blockquote>\n<p>Sendo assim \u00e9 poss\u00edvel inferir que as reflex\u00f5es trazidas aqui s\u00e3o desafios para a Psicologia, no sentido da compreens\u00e3o da import\u00e2ncia dessa ci\u00eancia para a melhoria de qualidade de vida de indiv\u00edduos negros, colabora\u00e7\u00e3o para melhor compreens\u00e3o e atua\u00e7\u00e3o da din\u00e2mica das rela\u00e7\u00f5es raciais, no sentido de assumir o campo das interven\u00e7\u00f5es como uma perspectiva pol\u00edtica, no combate ao racismo e pela promo\u00e7\u00e3o da igualdade racial.<\/p>\n<p>___<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-3570 size-medium\" src=\"http:\/\/www.sindypsipr.com.br\/site\/..\/uploads\/2014\/11\/1555309_793627317346218_5874505413530768669_n-228x300.jpg\" alt=\"1555309_793627317346218_5874505413530768669_n\" width=\"228\" height=\"300\" srcset=\"http:\/\/www.sindypsipr.com.br\/site\/..\/uploads\/2014\/11\/1555309_793627317346218_5874505413530768669_n-228x300.jpg 228w, http:\/\/www.sindypsipr.com.br\/site\/..\/uploads\/2014\/11\/1555309_793627317346218_5874505413530768669_n.jpg 423w\" sizes=\"auto, (max-width: 228px) 100vw, 228px\" \/>* Michely Ribeiro da Silva \u00e9 graduada em Psicologia pela Universidade Federal do Paran\u00e1, tem por \u00eanfase a Psicologia Social. Atua no movimento social visando a elabora\u00e7\u00e3o e estrutura\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas de sa\u00fade e equidade em sa\u00fade, voltadas especialmente \u00e0s mulheres, popula\u00e7\u00f5es negras, juventudes e preven\u00e7\u00e3o \u00e0s DST\/HIV\/AIDS. Est\u00e1 atualmente como conselheira nacional de sa\u00fade pela Rede Lai Lai Apejo \u2013 Sa\u00fade Popula\u00e7\u00e3o Negra e AIDS, com vistas a implementa\u00e7\u00e3o da Pol\u00edtica Nacional de Aten\u00e7\u00e3o Integral \u00e0 Sa\u00fade da Popula\u00e7\u00e3o Negra. Atua ainda como membro da equipe de articula\u00e7\u00e3o da Mobiliza\u00e7\u00e3o Nacional Pr\u00f3 Sa\u00fade da Popula\u00e7\u00e3o Negra e \u00e9 filiada da Rede Mulheres Negras &#8211; PR.<\/p>\n<p>[1] IBGE \u2013 Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica. Censo demogr\u00e1fico, 2010. Dispon\u00edvel em &lt; http:\/\/censo2010.ibge.gov.br\/&gt; . Acesso em: 04\/02\/2014.<\/p>\n<p>[2] FREYRE, G. Casa grande e senzala. Rio de Janeiro: Maia e Schmidt, 1933.<\/p>\n<p>[3] FERNANDES, Florestan. A Integra\u00e7\u00e3o do Negro na Sociedade de Classes. S\u00e3o Paulo: Cia. Editora Nacional, 1965.<\/p>\n<p>[4] ESSED, P. Understanding everyday racism: interdisciplinary theory. Londres: Sage, 1991. Apud: ROSEMBERG, Fulvia; BAZILLI, Chirley, SILVA, Paulo Vinicius Baptista da. Racismo em livros did\u00e1ticos brasileiros e seu combate: uma revis\u00e3o de literatura. Educa\u00e7\u00e3o e Pesquisa. S\u00e3o Paulo: v. 29, n.1, p. 125-146, jan.-jun. 2003.<\/p>\n<p>[5] ESSED, 1991. Apud: ROSEMBERG; BAZILLI; SILVA, 2003.<\/p>\n<p>[6] CARONE, Iray; BENTO, Maria Aparecida Silva. (orgs.). Psicologia social do racismo: Estudos sobre branquitude e branqueamento no Brasil. Petr\u00f3polis: Vozes, 2002.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Confira o artigo: Consci\u00eancia Negra, Rela\u00e7\u00f5es Raciais e a Psicologia<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":3571,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-3581","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.sindypsipr.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3581","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.sindypsipr.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.sindypsipr.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.sindypsipr.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.sindypsipr.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3581"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/www.sindypsipr.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3581\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3582,"href":"http:\/\/www.sindypsipr.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3581\/revisions\/3582"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.sindypsipr.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3571"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.sindypsipr.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3581"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.sindypsipr.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3581"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.sindypsipr.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3581"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}